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12/02/2010 - 09h54

Maior siderúrgica alemã, ThyssenKrupp reverte perda e lucra acima do previsto

FRANKFURT, 12 de fevereiro (Reuters) - A ThyssenKrupp, maior grupo siderúrgico da Alemanha, informou que os mercados terão uma recuperação lenta em relação à queda do ano passado depois que a empresa reduziu custos e promoveu aumentos de preços que ajudaram a companhia a registrar o primeiro lucro em quatro trimestres.

A companhia divulgou lucro nos três meses encerrados em dezembro que facilmente superou estimativas de analistas, o que fazia as ações da empresa avançarem em Frankfurt apesar da perspectiva cautelosa divulgada.

A empresa divulgou lucro antes de impostos de 237 milhões de euros (324 milhões de dólares) ante um ganho de 249 milhões de euros um ano antes. Enquanto isso, a média de estimativas de analistas para o resultado esperava o lucro em 56 milhões de euros.

A companhia alertou que, em função da frágil recuperação da economia global, os consumidores estão comprando para reabastecer seus estoques e não para atender o aumento da demanda.

A perspectiva cautelosa confirmou a visão da maior produtora de aço do mundo, a ArcelorMittal, e refletiu um recuo na retomada pós-recessão da Alemanha, a maior economia da zona do euro e o maior mercado para a ThyssenKrupp, onde o crescimento ficou estagnado inesperadamente no final de 2009.

A ArcelorMittal informou na quarta-feira que seus mercados deveriam avançar de forma lenta por um aumento nas exportações e preços menores no início deste ano.

"Acreditamos que o contínuo controle de custos foi o principal responsável pelos resultados expressivos", afirmou a corretora Merck Finck, em nota. "Na Europa, na região do Nafta e no Japão a demanda será superior à de 2009 graças ao reabastecimento de estoques, mas a produção e a demanda ainda não devem recuperar os níveis atingidos nos anos anteriores", disse.

A ThyssenKrupp também sofreu impacto da desaceleração econômica na Alemanha, que responde por um terço da sua receita, contabilizando novos pedidos e vendas 28 por cento e 19 por cento menores, respectivamente.

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