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17/02/2010 - 17h49

Dólar tem maior queda desde início do mês por ajustes

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar teve a maior desvalorização frente ao real desde o início de fevereiro nesta quarta-feira, primeira sessão após o feriado de Carnaval, por ajustes técnicos à véspera, quando a moeda norte-americana caiu no exterior e as principais bolsas de valores subiram.

A divisa recuou 1,66 por cento, a 1,832 real na venda, após ceder 1,72 por cento na mínima do dia. A baixa percentual desta sessão é a maior desde 2 de fevereiro, quando a moeda caiu 1,67 por cento.

"Vejo essa queda do dólar (nesta sessão) mais como um ajuste à sessão de ontem. Nosso mercado está apenas se adequando ao exterior, mesmo com o dólar se valorizando globalmente", disse o operador de um importante banco em São Paulo, que pediu anonimato.

Na terça-feira, Wall Street terminou com ganhos amparados por sólidos lucros corporativos e dados mostrando uma recuperação da atividade manufatureira do Estado de Nova York. Os números positivos estimularam a busca por ativos de maior risco, o que depreciou o dólar ante outras moedas.

Nesta quarta-feira, o dólar já abriu em queda frente ao real, atento ao cenário externo no azul diante de dados como o início de construção de moradias nos Estados Unidos, que cresceu mais que o esperado em janeiro, alcançando o maior nível em seis meses.

Os números melhores impulsionavam a moeda norte-americana ante outras divisas, entre elas o euro, que sofria pressão adicional de preocupações sobre a situação fiscal da Grécia.

Além da correção técnica, o operador de câmbio lembrou que volumes menores de negócios ampliam o peso de operações isoladas, e que isso pode ter reforçado a queda nas operações domésticas nesta sessão. Muitos players devem ter permanecido de fora dos negócios ainda por conta do feriado de Carnaval.

Segundo dados da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa, o volume negociado no segmento interbancário somava no final da tarde 944 milhões de dólares, em operações com liquidação em dois dias (D+2). Para efeito comparativo, a média diária para este mês até sexta-feira passada é de cerca de 2,048 bilhões de dólares.

(Reportagem de José de Castro)

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