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18/02/2010 - 20h29

Caixa Geral de Depósitos não venderá fatia de 9,6% na Cimpor

LISBOA (Reuters) - O banco estatal português Caixa Geral de Depósitos (CGD) não irá vender sua fatia de 9,6 por cento na Cimpor e disse que seu acordo de acionistas com a Votorantim visa evitar o desmembramento da cimenteira, afirmou o presidente-executivo da CGD, Fernando Faria de Oliveira, nesta quinta-feira.

A Cimpor é alvo de três grupos brasileiros. A CSN fez uma oferta de compra de 6,18 euros por ação pela cimenteira portuguesa, enquanto a Votorantim comprou uma participação de 21 por cento na Cimpor e a Camargo Corrêa uma fatia de 31 por cento.

"Não somos vendedores (de nossa posição na Cimpor). (Visamos) tanto quanto possível, através da nossa ação, evitar desmembramentos da empresa que não sejam favoráveis ao crescimento (da Cimpor)", afirmou o executivo da CGD, na apresentação dos resultados do banco estatal.

No início de fevereiro, a Votorantim e a CGD fecharam um acordo de acionistas para que tomem decisões conjuntas no Conselho da Cimpor.

Em relação ao acordo, Faria de Oliveira disse que o acerto com a Votorantim "é o que melhor defende os interesses da CGD e que, numa visão que temos sobre o assunto, melhor assegura que o centro de decisão da Cimpor permaneça em Portugal".

Quando questionado sobre que garantias o banco tem de que a Votorantim não mudaria o centro de decisão para fora de Portugal caso tivesse a oportunidade, Faria de Oliveira respondeu: "Peço a vossa compreensão, a certas perguntas não devo dar respostas, prefiro não falar sobre elas".

"Este acordo (com a Votorantim) assegura à Caixa vários direitos, entre os quais um considerável direito de voto na Assembleia da Cimpor, confere ainda à Caixa uma maior influência na composição dos membros dos órgãos da empresa", completou.

(Por Daniel Alvarenga)

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