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18/02/2010 - 18h23

Lucro do BNDES sobe 26,8% em 2009, para R$6,7 bilhões

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve lucro líquido de 6,7 bilhões de reais em 2009, aumento de 26,8 por cento sobre o apurado no ano anterior.

O expressivo aumento das carteiras de operações de crédito e de títulos e valores mobiliários fez com que o resultado bruto da intermediação financeira saltasse de 3,9 bilhões de reais em 2008 para 5,8 bilhões de reais em 2009, informou o banco de fomento nesta quinta-feira.

"A expansão dos financiamentos foi possível devido às recentes captações junto ao Tesouro Nacional ao longo de 2009, que totalizaram 105 bilhões de reais. Com isso, o maior volume de operações compensou a redução dos spreads cobrados pelo BNDES em seus financiamentos", informou a instituição.

O índice de Basileia do BNDES ficou em 17,5 por cento no ano passado, contra os 11 por cento exigidos pelo Banco Central.

Os desembolsos de novos empréstimos pelo BNDES no ano passado totalizaram 137 bilhões de reais e a carteira de crédito do banco chegou a 280 bilhões de reais.

A participação do BNDES na oferta total de crédito no país subiu de 17 por cento para 20 por cento de 2008 para o final de 2009.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse esperar que os bancos privados aumentem os empréstimos para empresas em 2010.

A expectativa de Coutinho é de que o BNDES empreste menos em 2010 e que os mercados de capitais e de crédito também ajudem a suportar os investimentos no país.

A inadimplência representava 0,20 por cento da carteira de crédito total do BNDES, com 97,7 por cento dos financiamentos classificados entre os níveis de risco "AA" e "C".

BNDESPAR

O braço de participações do banco de fomento, BNDESPar, encerrou o ano com carteira de investimentos de 92,9 bilhões de reais, avanço de 109,6 por cento sobre 2008.

O resultado bruto do banco com a venda de participações em empresas caiu para 1,2 bilhão de reais no ano passado, ante 4,6 bilhões de reais em 2008, "em consequência da paralisação dos esforços de venda de ações no primeiro semestre de 2009 em função do ambiente de mercado desfavorável, só retomados no segundo semestre".

(Por Brian Ellsworth)

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