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18/02/2010 - 18h36

Mercado olha dados bons dos EUA e Ibovespa beira 68 mil pontos

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Mais atento à "metade cheia do copo" de dados da economia norte-americana, o investidor foi às compras nos mercados de ações e fez a Bovespa renovar o patamar máximo em quatro semanas.

Amparado por ganhos das blue chips Petrobras e Vale, o Ibovespa fechou a quinta-feira em alta de 0,82 por cento, aos 67.836 pontos. O movimento financeiro da sessão somou 5,85 bilhões de reais.

"Não houve um fator decisivo para a alta do mercado porque os índices foram bastante conflitantes. Prevaleceram os que deram uma sinalização positiva para a frente", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

Sinais de melhora na atividade econômica no Meio-Atlântico dos Estados Unidos, apontada pelo índice do Federal Reserve da Filadéfia, e o décimo avanço seguida nos indicadores antecedentes do país apagaram o pessimismo do início do dia, após a divulgação de aumento nos pedidos de auxílio-desemprego e dos preços no atacado.

Os índices de Wall Street ainda oscilaram em torno do zero, mas firmavam tendência positiva no final da tarde, de braços dados com a alta das commodities.

Na bolsa paulista, esse repique teve a liderança do papel preferencial da Vale, que subiu 2,05 por cento, a 45,20 reais.

Em relatório, a Link Corretora manteve a recomendação de "outperform" (acima da média do mercado) para as ações da companhia, com base na expectativa de maior reajuste do minério de ferro e de recuo nos custos do frete entre Brasil e China.

A alta da mineradora arrastou o setor siderúrgico. Em destaque, o papel preferencial da Usiminas ganhou 2,05 por cento, para 49,30 reais. Pouco atrás, MMX subiu 1,96 por cento, para 13,51 reais.

Na cola da ascensão dos preços do petróleo, em meio à queda de estoques de derivados nos EUA e ao aumento da tensão internacional com a questão nuclear do Irã, a ação preferencial da Petrobras ganhou 1,3 por cento, a 34,69 reais.

Na parte de baixo do Ibovespa apareceu TAM. Alvejada por realização de lucros após uma escalada de 10 por cento no mês, a ação tombou 3,3 por cento, a 34,66 reais.

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