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25/02/2010 - 18h10

Bradesco elogia aumento do compulsório e relativiza lucro do BB

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, considerou correta a decisão do Banco Central de elevar o compulsório bancário para reduzir a liquidez do mercado.

Ele afirmou ainda que a medida vai diminuir ligeiramente a oferta de crédito ao consumidor, mas não vai provocar um aumento dos juros bancários para os tomadores.

"Reduz (o crédito), mas não tem nada substancial. O banco só não tem a liquidez do dinheiro em caixa, mas a remuneração não será prejudicada", observou. "Não creio em aumentos dos juros para o consumidor. A medida não tem essa repercussão e profundidade", acrescentou.

Na noite de quarta-feira, o BC reverteu boa parte da flexibilização do recolhimento de depósitos compulsórios promovido no auge da crise financeira global, enxugando 71 bilhões de reais da economia.

Para Brandão, a medida do BC tem como alvo principal o controle da inflação.

"O governo liberou a liquidez quando achou que era importante e acho que ela não tem a importância que tinha no passado. Agora vai ajudar a segurar o crédito para segurar a inflação", disse ele a jornalistas em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira.

CRESCIMENTO ORGÂNICO E BB

O presidente do Conselho do Bradesco reafirmou que a instituição --que durante muitos anos foi o maior banco privado do país, posição perdida após a união de Itaú e Unibanco-- aposta no crescimento orgânico. "Há poucas opções (de compra no mercado)", salientou.

Ele destacou, ainda, a posição de liderança do Bradesco no segmento de seguros e previdência. "Em previdência temos 37 por cento do mercado, bem distante da concorrência. Já temos pulso e base para o crescimento", disse.

Brandão relativizou o resultado recorde do Banco do Brasil, maior banco do país, ao afirmar que o lucro do rival acima de 10 bilhões de reais em 2009 foi em parte impulsionado com ajuda do governo.

"O resultado do Banco do Brasil é porque o governo veio engajado num programa para se posicionar (na crise), tendo fontes e condições diferenciadas", disse.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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