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25/02/2010 - 19h24

Usiminas descarta private equity como sócio em mineração

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas afirmou nesta quinta-feira que já recebeu contatos de grupos brasileiros e internacionais interessados em se tornarem sócios estratégicos na futura unidade de mineração que planeja criar ainda este ano.

O projeto deve exigir investimento na casa do bilhão de dólares e a companhia avisa que não tem interesse em ter como parceiros grupos de private equity, afirmou nesta quinta-feira o presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco.

A maior produtora de aço plano do Brasil anunciou mais cedo que pretende reunir seus ativos de mineração e logística em Minas Gerais em uma unidade separada que eventualmente poderá abrir capital em bolsa de valores, em estratégia semelhante à da rival CSN, que organiza seus ativos de minério de ferro em uma unidade independente este ano.

Ainda sem cronograma definido, o projeto da nova unidade da Usiminas vai começar a dar passos maiores a partir de 18 de março, quando a empresa concluir estudos sobre o tamanho da reserva de minério de ferro da mineradora J. Mendes, comprada em 2008.

"Não estamos interessados em private equity como sócio estratégico. Queremos investidor com experiência para um projeto de longo prazo", disse Castello Branco a jornalistas, acrescentando que o objetivo é viabilizar capacidade de produção de 30 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

A Usiminas divulgou nesta quinta-feira lucro de quarto trimestre acima das expectativas do mercado .

Ainda sobre mineração, Castello Branco afirmou que o processo de consolidação de ativos minerais na região da Serra Azul (MG) não está encerrado, e que a companhia "é candidata natural a consolidadora". Apesar disso, ele afirmou que atualmente a Usiminas não tem negociações formais para aquisição de ativos minerais na região após a reserva da J. Mendes.

INVESTIMENTOS

A Usiminas pretende investir 5,6 bilhões de reais no biênio 2010/2011, dos quais 3,2 bilhões somente este ano. O montante não inclui a nova usina de aço que a empresa chegou a anunciar em Minas Gerais antes do estouro da crise financeira internacional.

A companhia vai decidir se retoma o projeto de construção da nova usina em Santana do Paraíso (MG), que terá capacidade para 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano, ainda no primeiro semestre deste ano, segundo Castello Branco.

Na área de construção civil, a Usiminas começou a assumir participações estratégicas em empresas que lidam com estruturas metálicas.

A siderúrgica comprou participação de 30,7 por cento na Codeme, que lida com construção civil em estruturas de aço, e também na Metform, que comercializa sistemas de coberturas metálicas.

"Construções metálicas têm potencial de grande crescimento no Brasil", disse Castello Branco, citando o programa "Minha Casa, Minha Vida" e a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no país. Ele acrescentou que a Usiminas não tem negociações no momento com outras construtoras.

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