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01/03/2010 - 15h58

Setor manufatureiro e consumo pessoal crescem nos EUA

Por Lucia Mutikani e Caroline Valetkevitch

NOVA YORK (Reuters) - Os gastos dos consumidores norte-americanos subiram em janeiro um pouco mais rápido que o esperado, enquanto o setor manufatureiro cresceu, ressaltando a percepção de que a recuperação econômica está em progresso.

O Departamento de Comércio informou nesta segunda-feira que o gasto subiu 0,5 por cento, no quarto mês seguido de alta, após avançar a uma taxa revisada para cima de 0,3 por cento em dezembro. O dado anteriormente divulgado para dezembro era de 0,2 por cento.

Analistas consultados pela Reuters esperavam que o gasto do consumidor, que normalmente representa mais de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, crescesse 0,4 por cento em janeiro.

"A messagem é a de um progresso contínuo da economia, mesmo que não seja num ritmo tão rápido quanto o esperado", disse Pierre Ellis, economista sênior da Decision Economics, em Nova York.

Um relatório da indústria afirmou que o setor manufatureiro dos EUA cresceu em fevereiro, mas num ritmo mais lento que o estimado. Segundo analistas, isso ainda é uma prova de que a economia está melhorando.

O Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) divulgou que seu índice nacional do setor fabril declinou a 56,5 em fevereiro, ante 58,4 em janeiro. A mediana das projeções de 80 economias consultados pela Reuters apontava uma leitura de 57,5.

Valores abaixo de 50,0 indicam contração no setor manufatureiro, enquanto números acima de 50 apontam expansão.

Outro documento mostrou que o gasto com construção nos EUA caiu em janeiro pelo terceiro mês seguido, atingindo o menor nível desde junho de 2003.

O gasto do consumidor vem sendo freado pelo desemprego ainda elevado, e analistas se preocupam com que a recuperação da economia da mais severa recessão desde a década de 1930 possa empacar no segundo semestre deste ano caso os gastos continuem modestos.

Os gastos corrigidos pela inflação subiram 0,3 por cento em janeiro, número maior que o ganho de 0,1 por cento no mês anterior. A renda pessoal teve leve alta de 0,1 por cento, após em dezembro crescer 0,3 por cento, informou o Departamento de Comércio. O dado veio abaixo das expectativas do mercado, que previa avanço de 0,4 por cento.

A renda real disponível caiu 0,6 por cento em janeiro, maior declínio em sete meses, depois de subir 0,2 por cento no mês anterior. A baixa na renda derrubou a taxa de poupança para um nível anual de 367,2 bilhões de dólares, menor patamar desde fevereiro de 2009.

A taxa de poupança recuou a 3,3 por cento, nível mais baixo desde outubro de 2008, ante 4,2 por cento em dezembro.

(Colaboraram Angela Moon, Ellen Freilich e John Parry em Nova York)

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