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01/03/2010 - 16h54

Superavit comercial é o menor para fevereiro desde 2002

BRASÍLIA (Reuters) - A balança comercial brasileira registrou superavit de 394 milhões de dólares em fevereiro, depois do deficit de 166 milhões de dólares em janeiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior nesta segunda-feira.

O país registrou recorde na média diária de exportações e de importações para meses de fevereiro. Como consequência, o superavit comercial foi o menor para o período desde 2002, quando o saldo havia sido de 265,47 milhões de dólares.

Em fevereiro do ano passado, o superavit totalizou 1,761 bilhão de dólares. Projeções da Reuters apontavam superavit de 1,01 bilhão de dólares.

Para o secretário de Comércio Exterior do ministério, Welber Barral, o saldo é resultado de uma recuperação de mercados e do reaquecimento da economia brasileira.

"Os nossos compradores estão começando a se recuperar... há uma recuperação praticamente de todos os mercados, com exceção da África", disse Barral a jornalistas, citando Oriente Médio, Europa Oriental, Mercosul e Ásia.

"A retomada mais forte é agora para países emergentes e em desenvolvimento."

Em fevereiro deste ano, as exportações totalizaram 12,197 bilhões de dólares (com média por dia útil de 677,6 milhões de dólares) e as importações somaram 11,803 bilhões de dólares (média de 655,7 milhões de dólares).

No bimestre, a balança acumulou superavit de 228 milhões de dólares, com vendas externas de 23,502 bilhões de dólares e importações de 23,274 bilhões de dólares.

Barral reconheceu que o saldo de fevereiro foi "pequeno", mas disse que "provavelmente" o Brasil não terá um deficit comercial neste ano. Lembrou ainda que, devido a fatores sazonais, as exportações de commodities agrícolas começam a ser registradas a partir da segunda quinzena de março.

Mesmo assim, sem dar detalhes, ele reafirmou que o governo estuda, em conjunto com o setor privado, medidas para incentivar as exportações.

"Muitas dessas medidas são na área tributária, mas há medidas na área cambial e o Banco Central está estudando isso. Há medidas na área de simplificação e facilitação do comércio", destacou. "São várias propostas."

Recuperação da indústria

Por outro lado, acrescentou Barral, a balança comercial mostra que a economia doméstica também dá sinais de melhora.

Além do destaque para a alta das importações de automóveis em fevereiro (116,2 por cento, para 454 milhões de dólares), cresceram as compras de bens de capital (aumento de 30,7 por cento, para 2,52 bilhões de dólares) e matérias-primas e produtos intermediários (50,3 por cento, para 5,64 bilhões de dólares).

"Reflete, de certa forma, a recuperação da indústria brasileira", destacou o secretário, complementando que o câmbio tem influenciado o comportamento das importações.

 

(Reportagem de Fernando Exman)

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