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04/03/2010 - 10h03

Grécia deveria vender ilhas para pagar dívida--políticos alemães

BERLIM (Reuters) - A Grécia deveria considerar vender algumas de suas ilhas como opção para reduzir a dívida, disseram dois membros da coalizão de centro-direita da chanceler Angela Merkel no Parlamento alemão.

Segundo um jornal alemão desta quinta-feira, Josef Schlarmann, membro sênior dos Democratas Cristãos, partido de Merkel, e Frank Schaeffler, especialista de política financeira dos Democratas Livres, disseram que a venda de ilhas e outros bens poderia ajudar a Grécia a sair da crise.

"Aqueles em falência devem vender tudo o que tem para pagar seus credores", disse Schlarmann ao jornal Bild. "A Grécia possui edifícios, empresas e ilhas desabitadas que poderiam ser usados para a redenção da dívida."

A Grécia lançou um programa de austeridade para assegurar a ajuda europeia no combate ao fardo da dívida, que está debilitando o país. Pesquisas de opinião mostram que os alemães são fortemente contra o uso de impostos pagos por seus cidadãos para salvar a Grécia.

O déficit grego em 2009 foi de 12,7 por cento do PIB, bem acima do limite permitido pela União Europeia de 3 por cento do PIB.

Merkel irá se reunir com o primeiro-ministro grego, George Papandreau, em Berlim na sexta-feira.

"A chanceler não poderá prometer ajuda à Grécia", disse Schaeffler ao Bild em reportagem que tinha como manchete: "Vendam suas ilhas, gregos falidos! E vendam Acrópole também!"

"O governo da Grécia precisa tomar medidas radicais para vender sua propriedade -- por exemplo suas ilhas desabitadas", disse Schaeffler ao jornal mais vendido da Alemanha.

O vice-ministro de Relações Exteriores grego, Dimitris Droutsas, foi indagado sobre a ideia em uma entrevista na teve alemã ARD.

"Também ouvi a sugestão de que deveríamos vender Acrópole", disse Droutsas. "Sugestões como essa não são apropriadas neste momento."

Os alemães têm tido uma reação dura a informações de que seu país poderia fazer parte do plano de ajudar a Grécia. A maior economia da Europa está apenas agora começando a sair de sua pior recessão pós-guerra.

(Reportagem de Erik Kirschbaum)

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