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04/03/2010 - 16h15

Pedidos de auxílio-desemprego caem nos EUA

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - O número de trabalhadores norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego caiu na semana passada, mas o surpreendente declínio das vendas pendentes de moradias em janeiro para o menor nível em 10 meses ressaltou a natureza lenta da recuperação econômica.

Os pedidos iniciais de seguro-desemprego recuaram em 29 mil, para uma leitura com ajustes sazonais de 469 mil, informou nesta quinta-feira o Departamento de Trabalho. O dado veio em linha com as expectativas do mercado.

Um documento separado da Associação Nacional de Corretores mostrou que as vendas pendentes de casas usadas cederam 7,6 por cento em janeiro, para o menor nível desde março do ano passado. Os mercados esperavam que as vendas subissem 1 por cento.

"Vejo os números de vendas pendentes (de moradias) de janeiro e fevereiro com certo cuidado, por conta de questões como o clima. Porém, acho que isso mostra que o mercado imobiliário permanecerá abatido por um tempo", disse James Meyer, vice-presidente de investimento da Tower Bridge Advisers, em West Conshohocken, Pensilvânia.

A associação alertou que os contratos de vendas pendentes de casas podem cair novamente em fevereiro por causa do mau tempo.

Por outro lado, os números de pedidos de seguro-desemprego --divulgados um dia antes do relatório do governo sobre o mercado de trabalho em fevereiro, que é amplamente aguardado pelos investidores-- deram esperança de que o crescimento do emprego continue visível.

Os pedidos iniciais nas últimas semanas têm sido distorcidos pelo inverno rigoroso, mas autoridades do Departamento de Trabalho afirmaram que não há fatores extraordinários para os próximos números.

SINAIS DE MELHORA

Um relatório separado do Departamento de Comércio mostrou que as encomendas à indústria dos EUA avançaram 1,7 por cento em janeiro, após um aumento de 1,5 por cento em dezembro.

Mesmo com a economia ainda se recuperando da recessão, a produtividade excluindo o setor agrícola cresceu no quarto trimestre a uma taxa anualizada de 6,9 por cento, segundo o Departamento de Trabalho em outro documento, taxa maior que os 6,2 por cento estimados no mês passado.

O aumento na produtividade, que mede a produção por hora por trabalhador, veio acima da alta de 6,3 por cento prevista pelo mercado. Alguns analistas acreditam que as companhias não podem continuar impulsionando a produção sem começar a contratar novos funcionários.

Contudo, alguns consideram que as empresas vão frear novas contratações enquanto mensuram a força da recuperação econômica, preferindo aumentar as horas trabalhadas e efetivar trabalhadores temporários.

Os custos de unidade de trabalho, que medem pressões inflacionárias e de lucro e que são acompanhadas de perto pelo Federal Reserve, recuaram no quarto trimestre mais que o previsto. Os custos caíram 5,9 por cento, ante estimativa de queda de 4,4 por cento, após cederem 7,6 por cento no terceiro trimestre.

Há um ano, o custo de unidade de trabalho caiu no ritmo recorde de 4,7 por cento. Isso deve permitir que o Fed cumpra sua promessa de manter o juro básico em patamares ultra baixos por um tempo para alimentar a recuperação.

Houve outros sinais encorajadores no relatório sobre os pedidos de auxílio-desemprego, com a média de pedidos das últimas quatro semanas, que filtra a volatilidade a cada semana, caindo em 3.500 requisições, para 470.750.

O número de pessoas que ainda recebem o benefício após uma semana de ajuda teve queda de 134 mil, para 4,5 milhões na semana terminada em 20 de fevereiro, menor nível desde o início de janeiro de 2009. O dado teve seu pico em junho do ano passado e desde então vem mostrando seguidas baixas.

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