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05/03/2010 - 16h38

Mercedes-Benz do Brasil vê alta de 32% nas vendas em 2010

SÃO PAULO (Reuters) - A Mercedes-Benz do Brasil prevê alta de 32 por cento em suas vendas de caminhões e ônibus em 2010, incluindo as destinadas ao mercado interno e exportações.

De acordo com o presidente da subsidiária brasileira do grupo alemão, Jurgen Ziegler, a montadora espera comercializar 68 mil unidades de veículos comerciais neste ano, contra 51,5 mil unidades em 2009.

Nesta sexta-feira, a empresa assinou contrato de empréstimo de 1,2 bilhão de reais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Com os recursos, a Mercedes-Benz do Brasil retomará o plano de expansão de sua fábrica que foi paralisado devido à crise global entre o final de 2008 e o ano passado.

"Foi a primeira vez que pedimos financiamento para o BNDES. Sem o BNDES, teríamos seguido adiante com o plano de investimento, mas seria um processo mais demorado", afirmou Ziegler a jornalistas.

O investimento total programado é de 1,5 bilhão de reais até 2012. A maior parte do dinheiro --cerca de 60 por cento-- será destinada ao aumento da capacidade de produção da unidade em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, em 15 por cento, de 65 mil para 75 mil unidades.

A nova capacidade será atingida em um prazo de 18 meses, segundo Ziegler.

No ano passado, as vendas no Brasil de caminhões por todas as montadoras caíram 9,9 por cento, para 114,3 mil unidades, segundo dados da associação que representa o setor, Anfavea. Em ônibus, a redução foi de 14,6 por cento, para 23,9 mil unidades.

EXPORTAÇÕES

O avanço nas vendas totais da Mercedes-Benz projetado para 2010 será possível, sobretudo, à retomada das exportações, ainda que a empresa espere ampliar levemente seu market share no Brasil.

A montadora calcula que suas vendas externas de caminhões e ônibus a partir do Brasil atinjam 4 mil e 12 mil unidades, respectivamente, este ano, contra cerca de 3 mil e 6,5 mil em 2009.

No mercado interno, a Mercedes-Benz espera elevar sua fatia nas vendas totais registradas no país de 28,5 para 30 por cento no caso de caminhões e de 48 para 50 por cento em ônibus.

(Por Cesar Bianconi)

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