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05/03/2010 - 11h12

Merkel dá apoio moral à Grécia, mas pacote é improvável

Por Harry Papachristou e Rene Wagner

ATENAS/BERLIM (Reuters) - A Alemanha vai "ficar do lado da Grécia", disse a chanceler Angela Merkel nesta sexta-feira, enquanto seu ministro da Economia ressaltou que o apoio não se transformará em ajuda financeira para solucionar os problemas de dívida gregos.

Falando antes da visita do primeiro-ministro grego, George Papandreou, Merkel prometeu apoio moral, mas não deu pistas sobre qual tipo de ajuda, se houver alguma, a Alemanha estaria preparada para oferecer.

O ministro da Economia alemão, Rainer Bruederle, disse que seu país não tem intenção de dar à Grécia nem um único centavo em ajuda.

"O governo alemão não pretende dar um único centavo", afirmou ele, membro do partido Democratas Livres, que divide o poder com os conservadores de Merkel. O partido liderou a resistência do governo a ajudar Atenas.

Bruederle acrescentou que cada país da União Europeia é responsável por seus assuntos e que o governo grego precisa implementar com eficiência seu plano de austeridade fiscal.

Merkel disse em uma entrevista coletiva que "devemos ficar ao lado da Grécia". Ela também saudou o fato de o mercado ter mostrado forte demanda pela emissão de bônus gregos na véspera.

"A colocação dos bônus ontem foi muito bem e isso é com certeza um bom sinal para o mercado."

Merkel e Papandreou devem conceder uma entrevista coletiva por volta de 14h30 (horário de Brasília).

Nesta manhã, o presidente do Eurogroup, Jean-Claude Juncker, disse que os países da zona do euro vão garantir a estabilidade da moeda da região se for necessário, mas não devem precisar oferecer ajuda à Grécia.

"A Grécia realmente tem que fazer algo. A Grécia está fazendo agora", afirmou ele à rádio Deutschlandfunk.

"Se isso não for suficiente, a zona do euro estará pronta para garantir sua estabilidade financeira, mas eu não acho que será necessário."

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