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08/03/2010 - 15h43

Recuperação econômica do Chile terá pausa por causa de terremoto

Por Antonio de la Jara e Rodrigo Martínez

SANTIAGO, 8 de março (Reuters) - O Chile divulgou dados sobre a inflação e a balança comercial de fevereiro que mostraram uma economia que se recuperava com força antes do terremoto e que voltará a crescer no segundo semestre, após uma pausa por causa do sismo.

A região centro-sul do Chile foi sacodida pelo terremoto de magnitude 8,8 na madrugada do dia 27 de fevereiro, deixando ao menos 497 mortos identificados e danos materiais estimados em US$ 30 bilhões.

O terremoto surpreendeu o país em plena trajetória de recuperação após a recessão do ano passado, a primeira em uma década, devido à crise global.

O governo chileno informou nesta segunda-feira que o índice de preços ao consumidor cresceu 0,3% em fevereiro, um pouco acima do consenso do mercado, por causa do aumento no custo do transporte.

O Banco Central do Chile, entretanto, anunciou que o país teve superávit comercial de US$ 1,332 bilhão em fevereiro, quase o dobro do mesmo mês do ano passado, com um aumento de 42% nas exportações e de 25% nas importações.

Os dados desta segunda-feira se somam a números divulgados na semana passada, que mostraram que o indicador mensal de atividade econômica subiu 4,3% em janeiro, superando as expectativas do mercado.

"O terremoto muda o panorama no curto prazo em termos tanto de crescimento como de inflação", disse Rodrigo Aravena, subgerente de estudos, economia e renda fixa da Banchile Inversiones. 

"Mas, olhando para o segundo semestre, nós deveríamos ver um crescimento bastante forte em termos de atividade", acrescentou o analista, que manteve a previsão de uma expansão econômica de 5,2% em 2010 como um todo.

Em entrevista à Reuters na Basileia, o presidente do Banco Central do Chile, José De Gregorio, disse no domingo que a economia do país está em boa posição para ter uma forte recuperação após o terremoto, e afirmou que ainda poderia crescer entre 4,5% e 5,5% neste ano.

De Gregorio também reiterou que o Banco Central contribuirá com a retomada, continuando com a política monetária expansionista.
 

(Reportagem de Rodrigo Martínez e Antonio de la Jara)
 

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