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11/03/2010 - 13h08

Pedidos de auxílio-desemprego têm leve queda nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - O número de novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu um pouco menos que o esperado na semana passada nos Estados Unidos, sugerindo uma recuperação lenta do mercado de trabalho no país.

A quantidade de solicitações iniciais recuou em 6 mil, para uma taxa ajustada sazonalmente de 462 mil, ante 468 mil na semana anterior, de acordo com dados do Departamento de Trabalho. O mercado esperava queda a 460 mil.

Em outro relatório, o Departamento de Comércio informou que o déficit comercial norte-americano caiu 6,6 por cento em janeiro, para 37,3 bilhões de dólares, em meio ao recuo das importações de petróleo para o menor nível desde fevereiro de 1999. Analistas esperavam um aumento do déficit para 41,0 bilhões de dólares, ante 39,9 bilhões de dólares em dezembro.

"Os pedidos (de auxílio-desemprego) vieram dentro das expectativas, mas não são consistentes com algo que indique que o mercado de trabalho já virou a página", disse David Rosenberg, economista-chefe da Gluskin Sheff & Associates, em Toronto, no Canadá.

De acordo com um funcionário do Departamento de Trabalho, não houve nenhum fator extraordinário afetando os pedidos de auxílio-desemprego. A média quadrissemanal, que exclui a volatilidade de curto prazo, subiu em 5 mil pedidos, para 475.500, maior nível desde o fim de novembro.

Analistas também mostraram preocupação com a balança comercial, já que, apesar da queda do déficit, também houve uma redução das exportações.

"Não é tão bom que isso mostre fraqueza nas importações e nas exportações. Isso também pode significar que o crescimento externo não está dando o impulso que nós pensávamos anteriormente", disse Zach Pandi, economista da Nomura Securities, em Nova York.

A economia perdeu 4,8 milhões de empregos desde o começo da crise, em dezembro de 2007, mas há um otimismo crescente a respeito da criação de postos de trabalho já em março.

O número de pessoas que ainda recebem o auxílio-desemprego após a primeira semana subiu em 37 mil, para 4,56 milhões, na semana encerrada em 27 de fevereiro. Analistas esperavam que o número se mantivesse estável em 4,49 milhões.

(Reportagem de Lucia Mutikani e Doug Palmer)

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