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12/03/2010 - 14h10

Gol não vê cenário de guerra de preços com demanda em alta

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia aérea Gol não está constatando sinais de competição ferrenha de preços de tarifas no mercado brasileiro neste início de ano, depois de ver o valor de passagens cair mais do que o esperado no final de 2009.

Em teleconferência com analistas nesta sexta-feira, após divulgar na véspera lucro de 397,8 milhões de reais para o quarto trimestre, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou que, apesar de haver "tremendas oportunidades" de crescimento no mercado brasileiro, "não estamos vendo cenário para guerra de preços agora. A Gol não apóia isso... Podemos ter tido algumas distrações ao longo do caminho, mas no geral estamos mantendo a disciplina".

No quarto trimestre do ano passado, a Gol viu o yield --que representa o valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro-- cair quase 30 por cento em relação ao final de 2008, para 18,1 centavos de real, influenciado em parte por "cenário de baixo racional econômico".

Em janeiro, fevereiro e início de março, a empresa está registrando relativa estabilidade nos yields que devem sofrer algum incremento no segundo trimestre, após o período de férias escolares e com incidência de mais viagens de negócios.

A expectativa de yield da empresa para o ano é uma faixa de 19,50 a 21 centavos de real. No quarto trimestre de 2008, o índice havia sido de 25,6 centavos.

Segundo Constantino Júnior, a entrada de novas companhias menores no aeroporto mais movimentado do país, Congonhas (SP), "não deve ter impacto significativo" nas contas da empresa.

Às 12h56, as ações da Gol subiam 0,53 por cento, cotadas a 24,51 reais. No mesmo horário, os papéis da rival TAM operavam com valorização de 0,22 por cento, a 31,22 reais, e o Ibovespa mostrava queda de 0,13 por cento.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou na quinta-feira que o tráfego aéreo em fevereiro no Brasil teve a maior alta da série histórica iniciada em setembro de 2003, com avanço de 42,89 por cento contra o mesmo mês do ano passado.

Enquanto a líder TAM perdeu espaço ante fevereiro de 2009, passando de 49,82 por cento para 42,42 por cento de participação no mercado doméstico, a Gol encostou, avançando de 40,2 para 41,61 por cento.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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