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17/03/2010 - 17h51

Dólar recua, mas Copom e atual nível brecam queda maior

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O tom positivo no exterior permitiu que o dólar encerrasse em queda frente ao real nesta quarta-feira, mas o fato de a moeda norte-americana já estar perto dos menores níveis em cerca de dois meses atraiu alguns compradores e impediu um recuo mais acentuado.

O dólar fechou em baixa de 0,11 por cento, a 1,766 real na venda, depois de cair 0,40 por cento na mínima do dia.

Em março, a moeda norte-americana acumula queda de 2,27 por cento.

"O mercado está bem parado hoje, acompanhando basicamente lá fora e em compasso de espera para o (resultado do) Copom", disse Reinaldo Bonfim, diretor da Pioneer Corretora.

A principal influência para a baixa do dólar veio do exterior, onde prevalecia o apetite por risco alimentado pela decisão do Federal Reserve, na véspera, de manter o juro dos Estados Unidos baixo e ratificar a promessa de assim sustentá-lo por um período prolongado.

Nesse contexto, o dólar recuava ante uma cesta com outras seis importantes moedas no final da tarde. Outras divisas de perfil semelhante ao real, como o dólar australiano, também se apreciavam.

O dólar, no entanto, subia em relação ao euro, ainda refletindo o sentimento negativo com a divisa comum europeia diante dos problemas fiscais de alguns países do bloco.

Enquanto isso, as bolsas de valores em Nova York e o índice que reúne as principais commodities subiam no final da tarde. O principal índice de ações locais, porém, operavam no vermelho.

De acordo com Manoel Alvarenga, operador de câmbio da B&T Corretora, a queda do dólar à faixa entre 1,760 e 1,765 real atraiu compradores, o que acabou brecando uma baixa mais intensa.

Ele também citou que o mercado esteve mais atento à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e preferiu não realizar grandes operações. O resultado da reunião será conhecido ainda nesta quarta-feira.

FLUXO E COMPRAS DO BC

Dados do Banco Central mostraram pela manhã que o fluxo cambial no Brasil ficou negativo em 1,542 bilhões de dólares em março até o dia 12.

Essa saída, somada às compras do BC de 1,524 bilhão de dólares no período, levou os bancos a sustentarem quase 1 bilhão de dólares em posições vendidas no mercado à vista.

"O que tem segurado uma queda maior do dólar é esse fluxo negativo. Mesmo assim, ainda vejo (a moeda norte-americana) em 1,75 real no curto prazo, com a possibilidade de mais entradas", considerou Bonfim, da Pioneer Corretora.

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