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17/03/2010 - 12h10

G20 precisa progredir sobre questão cambial, diz Noyer, do BCE

PARIS (Reuters) - A França espera fazer progresso significante na resolução de desequilíbrios cambiais quando assumir a presidência do G20 na semana que vem, disse o membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE), Christian Noyer.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira, Noyer, que também é presidente do banco central francês, disse que é crucial resolver a questão para sustentar o crescimento econômico no futuro.

"Se nós quisermos ter o crescimento global sólido e robusto que é ideal para todas as economias globais nos próximos anos, nós temos que resolver essa questão", disse ele à rádio francesa BFM.

"Nós estamos negociando no G20. Nós estamos tentando encontrar o sistema correto que dê o equilíbrio correto", disse ele. "Nós precisamos trabalhar nesta questão, eu espero que nós façamos um progresso muito significante sob a presidência francesa".

A França, que tem liderado as reclamações europeias sobre a força do euro contra o dólar nos últimos anos, terá a presidência do G20 e do G8 no ano que vem.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que uma reforma no sistema monetário global será uma prioridade das discussões de políticas econômicas.

Sarkozy disse repetidamente que as empresas dentro da zona do euro tinham sido prejudicadas pelo nível atual da moeda-comum, mesmo que ela tenha se enfraquecido devido à crise fiscal da Grécia, membro do bloco.

"Eu farei pensar sobre um novo sistema monetário internacional uma prioridade, para que nós possamos coordenar nossas estratégias de taxa de juros", disse Sarkozy na semana passada.

"Porque não é responsabilidade da Europa pagar a dívida de outros. O dumping monetário não é mais aceitável que o dumping social ou ambiental."

Economistas dizem que a força do euro trouxe dificuldades aos exportadores franceses, mas eles também apontam o grande superávit na Alemanha comparado ao déficit na França como um sinal de que as empresas francesas enfrentam outras dificuldades para competir no exterior.

(Reportagem de Anna Willard e James Mackenzie)

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