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18/03/2010 - 08h16

Grécia alerta sobre efeito de alto custo para se financiar

BRUXELAS (Reuters) - A Grécia não será capaz de promover os planejados cortes nos déficits para resolver seus problemas de dívida se precisar continuar pedindo dinheiro emprestado a juros elevados, afirmou o primeiro-ministro grego, George Papandreou, nesta quinta-feira.

Ele disse a um comitê do Parlamento Europeu que as ações tomadas pela Grécia para resolver seus problemas de endividamento mostraram que o país está comprometido com a estabilidade do euro e que irá levar a cabo reformas estruturais profundas.

"Mas se continuarmos a contratando empréstimos a taxas muito elevadas, e este é o desafio que temos, não podemos sustentar a redução do déficit que estas medidas duras visam atingir", disse. "Deveríamos ser capazes de contrair empréstimos a taxas que são normais."

As novas medidas de austeridade da Grécia visam reduzir o déficit do país de 12,7 para 8,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e incluem cortes no pagamento do funcionalismo público e elevação de impostos.

Ao mesmo tempo, Atenas precisa captar cerca de 53 bilhões de euros (72 bilhões de dólares) nos mercados financeiros este ano e refinanciar ao redor de 20 bilhões de euros em dívida em abril e maio, tudo com taxas de juros que analistas consideram insustentáveis.

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