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19/03/2010 - 21h13

Rede de supermercados Wal-Mart corta preços de alimentos nos EUA

SAN FRANCISCO (Reuters) - O Wal-Mart Stores irá cortar os preços de alimentos e criará uma nova campanha de publicidade nas próximas seis semanas, o que ameaça supermercados concorrentes e levou a uma queda de mais de 2 por cento das ações do setor nesta sexta-feira.

Um analista da Morgan Stanley divulgou o plano da maior varejista do mundo, dizendo ser um grande retrocesso para outras redes de supermercado norte-americanas. A empresa depois confirmou a promoção em comunicado por email.

"Embora isso ajude a resolver os problemas de tráfego do Walmart, nós vemos isso como um grande retrocesso para outros papéis de supermercado, que viviam um momento altista com expectativas de uma retomada de preços", disse o analista da Morgan Stanley, Mark Wiltamuth, em comunicado nesta sexta-feira.

O índice de varejo alimentício da Standard & Poor's fechou a sessão com queda de 2,2 por cento.

O Walmart tem usado uma estratégia agressiva de preços no setor alimentício e de outros produtos para atrair consumidores. O setor de supermercados, especialmente, sofre com esses preços, uma vez que suas margens de lucro já são baixas.

Investidores do Walmart têm se preocupado com sinais de que compradores que passaram a frequentar suas lojas após a recessão --movimento que impulsionou as vendas e os lucros do grupo-- estão voltando a comprar nos concorrentes.

O tráfego nas lojas Wal-Mart dos Estados Unidos diminuiu no quarto trimestre, apesar da temporada de Natal, quando o varejo registra suas vendas mais altas.

Na promoção, consumidores das lojas Wal-Mart serão recebidos com anúncios dos cortes nos preços de 10 mil itens. O foco dos cortes de preço será sobre alimentos e outros produtos consumíveis.

As mudanças, que devem chegar às lojas em 1o de abril, ganharão uma campanha da televisão e na mídia.

A data significa que a campanha deve entrar no ar pouco antes da Páscoa, que será comemorada em 4 de abril, uma data importante para refeições caseiras.

Wiltamuth citou a "pressão contínua" sobre as margens de lucros de supermercados e questionou se o mercado não deve se perguntar se o setor conseguirá ou não repassar custos inflacionários ao consumidor.

As ações da rede Safeway fechou com queda de 2,5 por cento, aos 24,04 dólares, enquanto os papéis da Supervalu caíram 2,4 por cento, para 16,73 dólares na Bolsa de Nova York. Já Kroger recuou 2,7 por cento, para 21,64 dólares, e Whole Foods Market teve desvalorização de 0,5 por cento, para 35,83 dólares, na Nasdaq.

As ações do Walmart fecharam a sessão com queda de 1,1 por cento, aos 55,34 dólares.

(Reportagem de Alexandria Sage)

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