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20/03/2010 - 12h02

Meta de inflação chinesa para 2010 é difícil, mas possível

PEQUIM (Reuters) - A meta de inflação de 3 por cento na China em 2010 é difícil, porém possível, com um bom abastecimento de grãos e excesso de capacidade ajudando a manter os preços baixos, enquanto o crescimento deve chegar a 8 ou 9 por cento, disseram neste sábado conselheiros graduados do governo em uma conferência.

O economista-chefe do Escritório Nacional de Estatísticas da China, Yao Jingyuan, disse em um fórum de desenvolvimento que o governo chinês está enfrentando uma série de forças que estão empurrando para cima os preços ao consumidor neste ano --uma grande preocupação em Pequim.

Os preços ao consumidor subiram 2,7 por cento nos dois primeiros meses do ano, acima de 1,5 por cento em janeiro e flertando com a meta do governo, de 3 por cento em 2010.

Mais de um em cada dois chineses que guardam dinheiro dizem que a atual taxa de inflação é inaceitável, de acordo com uma pesquisa do banco central da China divulgada na terça-feira.

Em comentários feitos em uma reunião fechada, realizada pela agência oficial de notícias Xinhua, Yao disse que os desafios da China incluem o aumento dos custos de importação em uma economia globalizada, o impacto das previsões de aumento de inflação no comportamento dos consumidores, o que prejudica o crescimento e a construção de uma economia ecológica.

"Alcançar a meta deste ano de manter o crescimento dos preços ao consumidor em cerca de 3 por cento será muito difícil, mas... é possível", disse Yao, de acordo com a Xinhua.

A ambundância de grãos depois de uma boa colheita no ano passado pode manter os preços nas áreas rurais estáveis e outros preços baixos, enquanto o excesso de capacidade de produção também pode ajudar a frear a inflação, disse.

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