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25/03/2010 - 13h51

Pedidos de auxílio-desemprego caem nos EUA

WASHINGTON, 25 de março (Reuters) - O número de trabalhadores pedindo auxílio-desemprego ao governo dos Estados Unidos caiu na semana passada, e um índice das tendências para o mercado de trabalho no país atingiu seu menor nível em um ano e meio, alimentando as esperanças de que a economia esteja prestes a criar empregos.

Mas mesmo que o relatório divulgado nesta quinta-feira indique uma melhora no mercado de trabalho, a recuperação deve ser muito lenta para diminuir a alta taxa de desemprego norte-americana, mantendo a pressão sobre o presidente Barack Obama.

"As empresas estão cortando menos empregos com a melhora das vendas. Ainda não estamos vendo o grau de criação de empregos que é necessário para reduzir de forma significativa uma taxa de desemprego insistentemente alta", disse Jim Baird, estrategista-chefe de investimentos da Plante Moran Financial Advisors em Kalamazoo, Michigan.

Os pedidos iniciais por auxílio-desemprego caíram em 14 mil, para 442 mil com ajustes sazonais na semana terminada em 20 de março, disse o Departamento do Trabalho.

O relatório incluía revisões anuais para os fatores sazonais dos pedidos semanais de auxílio-desemprego até 2005.

Utilizando os antigos fatores sazonais, os pedidos teriam caído somente para 453 mil. O volume de pedidos da semana anterior foi revisado para cima, para um aumento de 5 mil ao invés de queda. Analistas que esperavam uma queda para 450 mil nos pedidos, disseram que os dados foram um passo no caminho certo.

"Isso é extremamente encorajador e sugere que a tendência de baixa no ritmo de demissões visto durante a maior parte do segundo semestre de 2009 está voltando. Isso apoia nossa opinião de que a demanda por trabalho está melhorando gradualmente", disse Omair Sharif, economista do RBS em Stamford, Connecticut.

Na última quadrissemana, a média de novos pedidos caiu ao seu menor nível desde setembro de 2008.

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