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31/03/2010 - 19h31

Light quer crescer em geração e distribuição

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Light, Jerson Kelman, afirmou nesta quarta-feira que a companhia tem interesse em crescer nos segmentos de distribuição e de geração de energia, e que vê "um futuro promissor em movimentos de consolidação".

Eventuais aquisições precisam agregar valor para a empresa, que continuará a ser de capital privado, disse o executivo em teleconferência com analistas para a apresentação da nova diretoria.

Kelman, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), está no comando da Light há cerca de um mês.

"Não vamos sair comprando coisas para todo lado, vamos sempre falar de áreas bem próximas", assegurou. "A divisão de áreas de concessão é fragmentada e admite consolidação."

Sobre a Ampla, distribuidora de energia que, assim como a Light, atua no Estado do Rio de Janeiro, Kelman disse que as duas companhias têm muitos pontos em comum. "Mas nestes primeiros dias não tivemos chances de ter uma conversa formal. No entanto, existe a ideia óbvia de que pelo menos haja uma cooperação técnica", comentou.

O presidente da Light afirmou ainda que a Ampla está mais avançada no que se refere a medições eletrônicas de energia, o que reduz perdas e fraudes. "Acreditamos que haja um interesse recíproco em cooperação técnica."

Kelman afirmou, contudo, que a Light não irá sacrificar a distribuição de dividendos em nome de novas aquisições. A política da empresa é de pagar, no mínimo, 50 por cento do lucro aos acionistas. "Amanhã (quinta-feira) pagaremos 2,12 por ação, o que significa 75 por cento do lucro do ano passado."

A Light teve lucro líquido de 605 milhões de reais em 2009, valor 37,9 inferior ao observado em 2008.

A Cemig adquiriu o controle da Light no final de 2009 por meio da compra das fatias da Andrade Gutierrez e da Equatorial Energia na empresa.

A estatal mineira ainda tem opção para adquirir a parcela da Luce Empreendimentos e Participações na Light.

As ações da Light fecharam a quarta-feira em queda de 2,19 por cento, a 24,07 reais. O Ibovespa subiu 0,59 por cento, a 70.371 pontos.

(Por Carolina Marcondes)

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