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31/03/2010 - 15h19

Setor privado dos EUA corta empregos em março

Por Caroline Valetkevitch

NOVA YORK (Reuters) - O setor privado dos Estados Unidos cortou mais empregos em março, abatendo as expectativas de criação de vagas antes do importante relatório de sexta-feira sobre o mercado de trabalho do país.

Para piorar o sentimento desta quarta-feira, foi divulgado que a atividade empresarial do Meio-Oeste norte-americano cresceu menos que o esperado em março, e o índice de condições de negócios da cidade de Nova York caiu.

O setor privado dos EUA cortou 23 mil empregos em março, muito abaixo das expectativas de geração de emprego, de acordo com dados de um serviço privado.

"Isso joga um balde de água fria na ideia de que nós criaríamos emprego em março, o que é um pouco decepcionante, as pessoas pensavam que finalmente este seria o mês", disse John Canally, estrategista de investimentos e economista do LPL Financial, em Boston.

A mediana das previsões em uma pesquisa da Reuters com 82 analistas para o relatório de sexta-feira é de que o número de empregos suba 190 mil no mês, mas uma estimativa dos 20 economistas que mais acertam as estimativas é ligeiramente mais otimista, de adição de 200 mil vagas.

A criação de empregos é considerada a chave para manter a recuperação econômica dos EUA viva. Um aumento nos postos de trabalho em março seria apenas a segunda geração de empregos desde dezembro de 2007, quando a recessão começou.

A mediana das estimativas de 35 economistas ouvidos pela Reuters para o relatório da ADP Employer Services, desenvolvido juntamente com o Macroeconomic Advisers LLC, era de um aumento de 40 mil empregos no setor privado neste mês.

O índice do Instituto de Gestão de Fornecimento de Chicago caiu para 58,8 em março, de 62,6 em fevereiro. Economistas previam que o índice ficasse em 61. Uma leitura acima de 50 indica expansão na economia regional.

Enquanto isso, o índice com ajustes sazonais do Instituto de Gestão de Fornecimento de Nova York caiu para 60,6 em março, de uma leitura revisada de 78,1 em fevereiro. O nível de 50 separa crescimento de contração.

Em um relatório ligeiramente mais otimista, o Departamento do Comércio dos EUA disse que as novas encomendas à indústria do país subiram pelo sexto mês consecutivo em fevereiro.

Outros dados econômicos mostraram que a quantidade de pedidos de hipoteca nos EUA subiu na última semana pela primeira vez em três semanas, com a demanda por empréstimos para compra de imóveis atingindo o maior nível desde outubro.

(Reportagem adicional de Leah Schnurr)

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