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31/03/2010 - 14h26

TAM vê alta de preços em 2010 e faz acordo com Caixa

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia aérea TAM espera um aumento de pelo menos cinco por cento no preço de passagens do mercado doméstico em 2010 e de 10 por cento no internacional em dólares, afirmou o presidente da empresa, Líbano Barroso, nesta quarta-feira.

No primeiro trimestre, segundo o executivo, o yield, indicador que representa o valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro, ficou estável em relação ao quarto trimestre, quando foi de 22,1 centavos de real, afirmou o executivo.

O valor do yield do quarto trimestre representa uma baixa de 24,4 por cento em relação ao mesmo período de 2008. A queda ocorreu em meio a um ambiente de forte competição no final do ano passado, quando as companhias aéreas promoveram grandes descontos nos preços.

A empresa, que lança dois novos voos regulares internacionais para Frankfurt e Londres no segundo semestre, anunciou que fechou acordo com a Caixa Econômica Federal para a venda de passagens financiadas em até 36 vezes a partir da próxima semana para clientes e não clientes do banco.

"Estamos estimulando as classes C e D. A Caixa tem 14 milhões de correntistas e uma base de mais de 50 milhões de CPFs registrados", afirmou o executivo em teleconferência com analistas.

Atualmente, a TAM possui acordos com Itaú e Banco do Brasil para financiamentos em até 48 vezes.

A TAM, que encerrou o quarto trimestre com lucro de cerca de 144 milhões de reais, apoiada em redução de custos e ganhos cambiais, espera um crescimento do tráfego aéreo no mercado doméstico de 14 a 18 por cento em 2010, após uma expansão de 17,7 por cento em 2009 e de 36 por cento no primeiro bimestre deste ano. .

Diante da expectativa de crescimento do mercado doméstico, a empresa elevou seu plano de frota em 2010 em 11 aviões para 148 aeronaves, incluindo cinco da Pantanal, empresa aérea regional comprada no final de 2009.

A Pantanal, que interligará cidades de médio porte à malha de grandes centros da TAM, tem "oportunidade de ter uma frota de cerca de 20 aviões com entre 100 e 150 assentos", afirmou Barroso, acrescentando que a Embraer poderá ser fornecedora.

NOVA HOLDING

A TAM leva à assembleia de acionistas marcada para 30 de abril proposta para criar uma holding que terá abaixo as operações aéreas do grupo (passageiros e carga) que seguirão lideradas por Barroso. Abaixo da holding também ficará a unidade recém-separada de gestão de redes de fidelidade Multiplus.

A nova holding, TAM SA, será comandada pelo ex-presidente da companhia aérea Marco Antonio Bologna, que vai se encarregar também por novos negócios.

"Em 2007, divulgamos a visão de que a TAM se transformaria em um multinegócio ligado à aviação. Fizemos a separação da Multiplus e o próximo passo é termos uma governança que dê a cada parte da companhia um foco específico", afirmou Barroso.

As ações da TAM subiam 5,2 por cento às 13h24, enquanto as da rival Gol avançavam 2,1 por cento e o Ibovespa exibia leve ganho de 0,08 por cento.

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