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02/04/2010 - 21h15

Empregos e lucros corporativos devem animar Wall Street

NOVA YORK (Reuters) - O otimismo sobre a melhora do mercado de trabalho e lucros corporativos pode motivar valorização das ações nos Estados Unidos na próxima semana, à medida que a temporada de balanços se aproxima.

Analistas esperam que os negócios nas bolsas norte-americanas no começo da semana que vem sejam ditados pelo relatório do governo de sexta-feira mostrando que a economia criou 162 mil postos de trabalho em março, o maior ritmo em três anos. O mercado acionário esteve fechado pelo feriado da Sexta-feira Santa.

"As coisas estão melhorando. Não há dúvida sobre isso. Tivemos uma recuperação em 'V' notável desde março", disse o diretor de operações da Kabrik Trading, Alan Valdes, em Nova York.

O mercado pode também ter um grande momento diante da expectativa de uma forte temporada de resultados corporativos.

O índice de ações Standard & Poor's 500 cravou seu quarto trimestre consecutivo de ganhos no encerramento de março e teve no mês passado seu melhor desempenho mensal desde julho do ano passado. Para o primeiro trimestre, o S&P avançou 4,9 por cento. Em março apenas, o indicador ganhou 5,9 por cento.

Na quinta-feira, o índice terminou em 1.178 pontos, maior nível em 18 meses.

O Dow Jones, enquanto isso, enfrenta a importante barreira psicológica dos 11 mil pontos, que pode ser rompida na segunda-feira se houver entusiasmo suficiente com o relatório sobre o mercado de trabalho.

Os índices futuros de Wall Street subiram na sexta-feira.

Contudo, com o S&P acumulando alta de 74 por cento desde março de 2009, há temores de que o rali possa ser interrompido com qualquer sinal de que a economia não continuará se fortalecendo.

"A ideia de uma recuperação da economia auto-sustentável, que é a tese da alta do mercado, será testada", disse o presidente da Seabreeze Partners Management, Doug Kass, em Palm Beach, Flórida,.

RESULTADOS CORPORATIVOS

Analistas esperam que as companhias que integram a carteira do índice S&P 500 reportem alta de 36,3 por cento no lucro do primeiro trimestre, de acordo com dados da Thomson Reuters.

Isso é ligeiramente menos que o crescimento de 37,2 por cento que era previsto em janeiro e bem menos que o avanço de 51,2 por cento que era antecipado em outubro.

Ainda que as previsões sejam menos otimistas, as previsões dos analistas podem agora ficar mais perto da realidade, o que não ocorreu em trimestres recentes, disse o estrategista sênior de ações no Wells Fargo, Scott Wren, em St. Louis.

"Acho que as pessoas estão tendo um sentimento melhor e mais realista de como serão os lucros agora", afirmou Wren.

A gigante de alumínio Alcoa abre a temporada de balanços nos EUA no próximo dia 12.

Até agora, 70 empresas do S&P 500 deram sinais negativos sobre o desempenho trimestral, enquanto 55 companhias forneceram previsões positivas.

ATA DO FED

A ata da mais recente reunião do Federal Reserve será conhecida na terça-feira e investidores estarão atentos a indicações sobre a estratégia de retirada de estímulos da economia.

O chairman do Fed, Ben Bernanke, falará na quarta-feira na Câmara Regional do Comércio de Dallas.

Em uma semana relativamente fraca de dados, um dos relatórios mais importantes sairá na segunda-feira, quando o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) divulgará o índice do setor de serviços. A previsão é que o indicador suba para 54,0 em março, contra leitura de 53,0 em fevereiro, de acordo com economistas consultados pela Reuters.

As vendas pendentes de moradias nos EUA em fevereiro, que também serão divulgadas na segunda-feira, devem cair 0,1 por cento, depois da forte queda de 7,6 por cento em janeiro, de acordo com as previsões do mercado.

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