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05/04/2010 - 18h17

Com volume tímido, dólar segue exterior e cai pelo 5o dia

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caiu pelo quinto dia seguido frente ao real nesta segunda-feira, em uma sessão marcada pelo bom humor externo e pelo volume reduzido.

A moeda norte-americana caiu 0,34 por cento, para 1,763 real. É o menor patamar de fechamento desde 12 de março. No ano, porém, o dólar acumula alta de 1,15 por cento.

De acordo com dados parciais da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa, o volume de operações não alcançava os 2 bilhões de dólares pouco antes do fim da sessão. No mercado futuro, o vencimento mais procurado, para maio tinha apenas 206 mil contratos negociados às 16h30.

"Foi um dia marcado pela ausência de notícias impactantes, e com volume abaixo do esperado", disse Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da corretora Hencorp Commcor.

Na Europa, as principais praças continuaram fechadas, prolongando o feriado da Páscoa.

No restante do mercado, o dólar caía 0,2 por cento em relação a uma cesta com as principais moedas, e as commodities subiam 1,1 por cento. Entre as bolsas, S&P 500 subia 0,7 por cento, e o Ibovespa se encaminhava para a sexta alta seguida, na máxima em 22 meses.

O principal motivo para o bom humor generalizado eram os indicadores positivos sobre a economia dos Estados Unidos. Na sexta-feira, o governo divulgou a criação de 162 mil postos de trabalho em março. Nesta segunda, o setor de serviços do país mostrou uma aceleração do crescimento, e as vendas pendentes de moradias tiveram alta surpreendente.

Outro motivo para a queda do dólar nas últimas sessões é a perspectiva de que a entrada de moeda vai continuar firme no curto prazo. Após um início fraco em março, o ingresso de recursos se fortaleceu na quarta semana do mês, deixando o fluxo cambial para o país positivo em 2,206 bilhões de dólares no ano, até 26 de março.

Entre as operações que devem atrair capital estão uma emissão de títulos pelo Itaú Unibanco, segundo o IFR, serviço de informações financeiras da Thomson Reuters.

Há também várias ofertas de ações programadas, com destaque para a produtora de carne JBS, cuja operação, se confirmada, pode levantar até cerca de 2 bilhões de reais.

O próprio otimismo com o mercado de capitais tem atraído mais investidores para as ações brasileiras. De acordo com dados da BM&FBovespa, a bolsa local teve em março o fluxo externo mais positivo desde setembro, com superávit de 3,15 bilhões de reais.

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