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06/04/2010 - 16h07

Crise frustra metas de plano produtivo do governo

RIO DE JANEIRO, 6 de abril (Reuters) - O Plano de Desenvolvimento Produtivo lançado pelo governo federal em 2008 para alavancar exportações e investimentos não terá as metas atingidas ao fim deste ano.

A informação é do diretor de Planejamento do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Carlos Ferraz, após reunião da cúpula do banco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com ele, a crise financeira global comprometeu o cumprimento das metas. Ainda assim, durante a reunião, o presidente Lula pediu para que novas metas sejam traçadas para vigorar até 2014, mesmo que o mandato presidencial termine no final deste ano.

"A crise foi um acidente de percurso que afetou as metas de exportação e investimento, inovação e apoio a pequenas e micro empresas", disse Ferraz.

O plano previa a elevação da taxa de investimento para 20,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010. No ano passado, a taxa fechou em 16,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outras metas estabelecidas previam o aumento em 0,65% do PIB dos investimentos privados em inovação tecnológica, a ampliação em 20% da participação no comércio internacional e o aumento em 10% dos volumes de exportação de micro e pequenas empresas.

"Fomos afetados, mas uma política de desenvolvimento produtivo tem que olhar para o longo prazo. Não vamos mudar as metas e recebemos a orientação do presidente da República para trabalharmos as metas para até 2014", disse Ferraz.

O BNDES e o Ministério do Desenvolvimento têm até o final do ano para estipular as novas metas.

Durante a reunião, o presidente Lula e a direção do BNDES discutiram a criação de um Eximbank brasileiro para financiar o comércio externo brasileiro. Segundo Ferraz, o governo prepara medidas para fomentar as exportações brasileiras.

"Esse processo está sendo articulado entre os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento para criar esse Eximbank ainda neste governo, deixando um legado para o próximo", disse.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Carmen Munari)

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