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06/04/2010 - 14h33

Mudança no iuan é decisão da China, diz Geithner

Por David Lawder e Kevin Yao

NOVA DÉLHI/PEQUIM (Reuters) - A China eventualmente irá decidir que um iuan mais flexível beneficiará o país, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, nesta terça-feira, enquanto Pequim defendeu sua política cambial e disse que eventuais mudanças serão feitas de acordo com seus próprios termos.

Geithner também disse que é decisão da China revalorizar ou não o iuan.

"Como eu disse antes, e digo de novo..., estou confiante de que a China irá decidir que é de seu interesse retomar o câmbio mais flexível que eles tinham há alguns anos e que foi suspenso durante a crise", disse ele à rede indiana NDTV.

Em Pequim, uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores e dois economistas do governo disseram que a China deve proceder com cautela e sob seus próprios termos na questão.

"Nós não queremos ver nossa taxa de câmbio inalterada", disse Zhang Yansheng, diretor-geral do Instituto de Pesquisa Econômica Internacional, um grupo da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, agência de planejamento poderosa.

O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, adiou no sábado um relatório que seria divulgado no dia 15 de abril e que poderia classificar a China como uma "manipuladora de câmbio", um rótulo que irritaria os chineses.

Nesta terça, uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse que o país nunca manipulou o iuan e rejeitou o argumento de que uma moeda mais firme reduziria o déficit comercial entre Estados Unidos e China. Os comentários sugerem que a decisão de Geithner pode não ter amenizado as tensões entre os países.

A China fixou o iuan para perto de 6,83 dólares desde julho de 2008 para ajudar seus exportadores a lidar com a crise financeira global. Nos três anos anteriores, o país tinha deixado o iuan subir gradualmente 21 por cento ante o dólar.

A porta voz do ministério disse que a China continuará aperfeiçoando sua "taxa de câmbio flutuante administrada", mas que irá se ater a três princípios que sempre seguiu: qualquer mudança será uma iniciativa chinesa; a mudança será controlada e será gradual.

"Continuaremos com a reforma do mecanismo de formação de câmbio. A direção não mudou."

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