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06/04/2010 - 14h42

Vale mostra interesse por potássio na Bolívia, dizem jornais

LAZ PAZ, 6 de abril (Reuters) - A Vale enviou uma missão para a Bolívia para propor um investimento de US$ 1 bilhão na produção de cloreto de potássio no gigantesco salar de Uyuni, informou a imprensa local nesta terça-feira.

O interesse da Vale, maior produtra de minério de ferro do mundo, foi revelado na segunda-feira pelo embaixador brasileiro em La Paz, Frederico Cezar de Araújo, acrescentaram os veículos.

"A companhia Vale está interessada em uma possível associação com a Bolívia, com atenção especial ao potássio... (Ela) considera um investimento inicial de US$ 1 bilhão", disse Araujo de acordo com o jornal estatal Cambio.

Outros jornais acrescentaram que o cloreto de potássio, de produção relativamente fácil, possui uma grande demanda na agroindústria brasileira.

Questionada sobre o tema, a Vale informou que não comentaria.

O La Razón citou Guillermo Roenlants, secretário de um comitê científico da Bolívia, segundo quem "estima-se no salar (de Uyuni) 20 vezes mais potássio do que lítio."

O salar de Uyuni é conhecido internacionalmente como depósito de metade das reservas mundiais de lítio, objeto de interesse de grandes companhias do Japão, França e outros países, que enviaram propostas para o governo da Bolívia. O país atualmente estuda por conta própria a tecnologia de extração que pode ser usada.

O presidente Evo Morales disse que, em linha com sua política de estatização, a fase inicial de produção de lítio, potássio e outros materiais ficaria a cargo de uma empresa pública e que os investidores privados entrariam em uma segunda etapa, a de industrialização.

Araújo disse que representantes da Vale iniciaram negociações nesta terça-feira com autoridades bolivianas, junto com enviados de outras companhias brasileiras em uma delegação liderada por Marco Aurélio Garcia, assessor para Assuntos Internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Essa delegação inclui executivos da Braskem, que anunciou diversas vezes investimento de até US$ 2 bilhões em uma planta petroquímica.

O embaixador disse ainda que a missão brasileira vai avançar também nas negociações preliminares para prolongar as compras de gás natural boliviano para além de 2019, data de vencimento do contrato atual.

(Reportagem de Carls A. Quiroga)

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