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08/04/2010 - 19h13

Governo acredita em 2 consórcios para Belo Monte, diz EPE

SÃO PAULO (Reuters) - A desistência de Camargo Corrêa e Odebrecht de participar, em consórcio, do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, não significa que as empresas não participarão do projeto, uma vez que ambas têm tradição de serem grandes construtoras, afirmou nesta quinta-feira, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

"Vejo que as empresas estão saindo da possibilidade de entrar como investidoras, mas ainda podem entrar como construtoras", afirmou Tolmasquim em teleconferência com jornalistas.

De acordo com ele, existem interessados no leilão marcado para 20 de abril suficientes para a formação de dois consórcios. "Mas só teremos certeza de quantas irão participar após a garantia financeira", afirmou. "Temos esperança de que hajam dois consórcios."

O governo está tentando formar um novo consórcio, mas o presidente da EPE se recusou a citar nomes envolvidos, afirmando que a Eletrobras está trabalhando para montar este novo grupo. Entretanto, ele afirmou que "várias empresas pequenas entraram com a ideia de se juntar e formar um grupo".

Tolmasquim afirmou ainda que o processo do leilão ocorre normalmente mesmo com a desistência do grupo e que o leilão será feito mesmo se não houver concorrentes do setor privado. Na tarde desta quinta-feira, o presidente Luis Inácio Lula da Silva já havia feito esta afirmação.

O consórcio que deverá participar do leilão é formado por Andrade Gutierrez, Vale, Neoenergia, CPFL Energia e Votorantim.

O preço-teto da tarifa a ser cobrada pela energia que será produzida pela usina, estipulado em 83 reais por megawatt-hora, "é competitivo", afirmou o presidente da EPE. "Mesmo que o deságio seja zero, 83 reais já é um sucesso. Mas se tiver deságio, melhor ainda", completou Tolmasquim. O teto da tarifa foi citado por Camargo Corrêa e Odebrecht como motivo para a desistência do consórcio.

Nesta quinta-feira, o Ministério Público Federal do Pará abriu simultaneamente duas ações civis públicas na Justiça Federal do Estado contra o licenciamento ambiental que liberou a construção da usina.

(Por Carolina Marcondes)

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