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09/04/2010 - 14h39

Para Mantega, valorização do yuan ajuda Brasil e China

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO, 9 de abril (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira que a economia mundial será beneficiada se a China mexer no câmbio, como pedem alguns líderes globais.

 

"Se o governo chinês flexibilizar o câmbio, permitir que ele se valorize, será muito bom para a economia mundial", disse Mantega a jornalistas durante evento em São Paulo.

Segundo ele, apesar do fato de o país asiático ser um dos principais parceiros comerciais do Brasil, o câmbio fixo que mantém o yuan desvalorizado cria uma desvantagem para a indústria doméstica, em um momento em que os exportadores no mundo inteiro estão brigando para vender seus produtos em meio ao fraco desempenho da economia global.

 "Tem gente desesperada para vender a qualquer preço, e que tem o câmbio flutuante, como nós, leva desvantagem", disse.

Para Mantega, se os chineses mexerem na moeda, eles serão beneficiados porque alcançarão preços maiores no mercado brasileiro. Já a indústria doméstica ganhará competitividade.

Ao mesmo tempo, Mantega reiterou que pretende divulgar nas próximas semanas um pacote de apoio aos exportadores, que deve incluir a devolução dos créditos tributários, a criação de um banco de financiamento ao comércio exterior nos moldes do Eximbank e de um fundo garantidor de crédito às exportações. 

"Serão medidas para dar maior competitividade à economia brasileira".
  
Inflação
O ministro disse ainda que a trajetória da inflação no Brasil é descendente, mas que o governo está vigilante contra abusos de preços e que pode considerar importações de produtos.

"Garantimos que a inflação ficará sob controle", disse. "A inflação vai diminuir nos próximos meses em todos os indicadores; terminará o ano dentro das metas do Banco Central."

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma alta de 2,06% no primeiro trimestre do ano, a maior para o período desde 2003.

Para o ministro, esse movimento é fruto de um choque de oferta, especialmente de alimentos, afetado pelas fortes chuvas do início do ano, e não provocada por demanda muito elevada. "É passageiro, já está passando", concluiu.

(Edição de Vanessa Stelzer)
 
 

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