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15/04/2010 - 15h36

Brasil pessimista sobre mais voz de emergentes no Bird--fonte

Por Ana Nicolaci da Costa

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil está pessimista sobre a possibilidade de os mercados emergentes obterem, durante uma cúpula financeira global na semana que vem, mais direitos de voto no Banco Mundial (Bird), disse uma fonte do governo do país nesta quinta-feira.

O Brasil e outros países em desenvolvimento têm pressionado os países ricos a aceitarem uma mudança de 7 por cento no poder de voto no FMI e de 6 por cento no Banco Mundial.

Autoridades financeiras reúnem-se em Washington na semana que vem para encontros do G20, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

O Brasil continuará negociando uma mudança de 7 por cento no FMI, mas está pessimista sobre se conseguirá alcançar o que quer no Banco Mundial.

"Seis por cento é algo muito difícil de obter", disse a fonte à Reuters, pedindo anonimato. "Não sei se conseguiremos mais de 3 por cento."

A Europa e os Estados Unidos dominam as instituições financeiras internacionais há tempos e alguns países europeus têm resistido a ceder espaço para as economias emergentes.

Os quatro principais emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China, são responsáveis por cerca de 20 por cento da produção econômica global.

"Os países em desenvolvimento têm hoje um peso muito menor do que suas economias nestas instituições", disse a fonte.

Discussões sobre uma pauta de trabalho para um crescimento sustentável e equilibrado também terão prioridade na agenda do G20, segundo a fonte.

O crescimento global não estará garantido apenas com um reequilíbrio dos países com superávit e déficit em conta corrente, mas também ao ajudar economias em desenvolvimento a atingirem o crescimento potencial, acrescentou.

"Elas também podem ser um motor do crescimento", disse a fonte.

Uma forma de alcançar isso seria a recapitalização do Banco Mundial, para que a entidade possa aumentar os empréstimos, segundo a fonte.

A fonte acrescentou que outro assunto a ser debatido na reunião do G20 é a regulação.

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