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15/04/2010 - 17h30

Credit Suisse eleva ação da OGX por preço maior do petróleo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Credit Suisse elevou de 25 para 29 reais o preço-alvo das ações da OGX, subsidiária de petróleo e gás natural do grupo EBX, do empresário Eike Batista, levando em conta maior previsão para o preço do petróleo.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, o banco aponta outros pontos positivos para a empresa nos próximos anos e avalia a bem sucedida campanha exploratória. A indicação de retorno acima do mercado (outperform) para as ações foi mantida, informou na sua exposição.

O Credit Suisse elevou de 70 para 83 dólares sua estimativa do preço do barril do petróleo em 2010 e para 80 em 2011 e no longo prazo, devido ao maior otimismo com a demanda.

O banco reiterou também a OGX como uma de suas escolhas preferidas em 2010 no setor de óleo e gás, e destacou que o valor da companhia está subestimado, em termos absolutos e relativos, "à luz das descobertas já anunciadas e grande potencial exploratório para ser desenvolvido nos próximos trimestres".

O relatório chamou a atenção para a intensa campanha que está sendo feita em Campos --onde obteve até o momento 100 por cento de sucesso--, com quatro poços perfurados atualmente OGX-7 (Huna), OGX-8 (Fuji), OGX-9 (Vesuvio Direcional) e OGX-10 (Havaí). O foco do banco no entanto está sobre os prospectos OGX-8 e OGX-9, que, na opinião do Credit Suisse, poderão trazer informações importantes sobre descobertas já anunciadas, ou seja, Pipeline, Waimea e Vesuvio.

O banco cita a expectativa com a perfuração na bacia do Parnaíba depois que a empresa anunciou que já contratou a sonda terrestre Galvão Queiroz I, que somando-se aos campos que estão sendo perfurados em Campos e Santos garantem uma intensa campanha de perfuração em 2010.

O banco ainda destacou a disposição revelada pelo diretor geral da OGX, Paulo Mendonça, na quarta-feira , de participar de licitações na Colômbia, como uma maneira de agregar valor para o acionista.

"Acreditamos que a OGX está bem posicionada para a licitação, na Colômbia, dada a experiência de sua equipe", explicou em relatório, citando o período em que Mendonça foi presidente da Petrobras Colômbia.

"Os fundamentos portanto têm melhorado significativamente nos últimos seis meses, e a pouca mudança no preço das ações tem criado um ponto atraente, em nossa opinião", avaliou o Credit Suisse.

(Por Denise Luna)

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