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15/04/2010 - 14h52

É possível convencer China a comprar mais do que commodity--Eike

BRASÍLIA (Reuters) - É possível convencer os chineses a comprarem produtos brasileiros de maior valor agregado, em troca da garantia de suprimentos de matérias-primas para o país asiático, afirmou nesta quinta-feira o empresário Eike Batista.

A avaliação do bilionário brasileiro foi feita em meio à cerimônia de assinatura de atos entre Brasil e China, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao lado do colega Hu Jintao que o Brasil "precisa aumentar o valor agregado de suas vendas".

"O aumento maciço da produção de aço do Brasil é para fornecer à China. O bonito é você fazer o acerto de não tudo ir em matéria-prima. Por exemplo, três toneladas vão em matéria-prima e uma em aço, que vale no mínimo 10 vezes mais", disse a jornalistas Eike Batista, um dos homens mais ricos do mundo, dono de um conglomerado com atuação em petróleo, mineração e infraestrutura e logística.

"É uma questão de dizer: 'É assim que a gente quer fazer. Vocês dependem da nossa matéria-prima, mas a contrapartida é empregar brasileiros e nos ajudem a agregar valor."

Entre os setores que poderiam ser beneficiados por esse estilo de parceria, Eike citou a siderurgia e petróleo.

"Isso implicaria fazer grandes refinarias na costa brasileira para suprir a China", comentou, elogiando a iniciativa do presidente Lula de tocar no assunto durante a declaração conjunta feita ao lado de Hu Jintao, que visita o país por causa da cúpula dos BRIC, grupo de países formados por Brasil, Rússia, Índia e China.

A OGX, uma das empresas mais promissoras de Eike, deverá produzir em 2019 cerca de 1,38 milhão de barris de petróleo por dia.

(Reportagem de Fernando Exman; Edição de Roberto Samora)

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