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19/04/2010 - 18h39

Commodities ditam 3ª queda do Ibovespa

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O mau desempenho global das commodities pesou no setor de mineração e siderurgia da Bovespa, que teve a terceira queda seguida nesta segunda-feira também marcada pelo exercício de opções de ações.

O Ibovespa recuou 0,47 por cento, a 69.097 pontos. O movimento financeiro, turbinado pelos 5,28 bilhões de reais do vencimento de opções, atingiu 11,5 bilhões de reais, o maior em 2010.

"Hoje a queda das commodities fez a diferença", disse Hamilton Moreira, analista senior da BB Investimentos, referindo-se à participação de cerca de 40 por cento das ações de empresa do setor no índice.

A reboque de medidas tomadas no final de semana pela China para conter o superaquecimento do setor imobiliário no país, as commodities tiveram um dia de perdas.

Empresas ligadas a metais, que vinham subindo nas últimas semanas em meio a notícias de reajuste do minério de ferro e do aço, foram as mais atingidas na Bovespa. De nada valeu um relatório do HSBC elevando o preço-alvo dos papéis da Vale.

A ação preferencial da mineradora, que chegou a subir pela manhã, caiu 0,7 por cento, a 50,23 reais, arrastando consigo as produtoras de aço.

Outro segmento que acompanhou a tendência global negativa foi o aéreo, diante dos prejuízos causados pela suspensão de voos na Europa devido ao vulcão na Islândia. Em destaque, TAM caiu 2,8 por cento, a 31 reais.

Mas o Ibovespa, que chegou a zerar os ganhos de 2009 nas primeiras horas do pregão, teve o movimento negativo aliviado à tarde com a reversão para cima da Petrobras, após a forte queda dos últimos dias em meio à disputa pelos contratos de opções. O papel preferencial da companhia subiu 1,8 por cento, a 33,55 reais.

Alguns dos principais índices de Wall Street também reverteram para cima, após dados econômicos e corporativos melhores do que as expectativas. O índice de indicadores antecedentes -- termômetro das perspectivas econômicas nos EUA-- subiu 1,4 por cento em março. E o Citigroup teve lucro líquido de 4,4 bilhões de dólares no primeiro trimestre.

Esse conjunto se sobrepôs à tensão criada na sexta-feira após a SEC (CVM dos EUA) acusar o Goldman Sachs em operações com títulos de alto risco do mercado imobiliário, o epicentro da crise de 2008. No final de semana, Alemanha e Reino Unido anunciaram que também vão investigar o banco.

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