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19/04/2010 - 10h24

Impacto da cinza vulcânica em empresas aéreas pode superar 11/09

BRUXELAS (Reuters) - A nuvem de cinza vulcânica que cancelou diversos voos na Europa pode gerar um impacto na indústria aérea maior que os decorrentes dos ataques de 11 de Setembro nos Estados Unidos, afirmou o comissário de Transportes da União Europeia nesta segunda-feira.

O comissário Siim Kallas disse ainda que a UE não pode comprometer a segurança dos passageiros durante a crise.

A Iata, associação do setor aéreo, criticou a resposta da Europa à nuvem de cinzas e pediu medidas urgentes para reabrir o espaço aéreo depois de cinco dias de fechamento que custaram US$ 250 milhões diários às empresas.

"A estimativa da indústria é de que as consequências deste evento sem precedentes... vão além do impacto do 11 de Setembro. As companhias aéreas não estão prontas hoje para enfrentar essas perdas", disse Kallas.

Mas ele afirmou que não deve haver pânico na tomada de decisões sobre a crise. Ele ainda reiterou que as empresas têm obrigação de compensar os passageiros que não puderam voar em consequência da crise.

Ele deve participar de uma conferência de ministros de transportes da UE no fim desta segunda-feira. Perguntado sobre uma decisão para retomar os voos, ele afirmou: "Deve haver algum procedimento comum."

Uma porta-voz da Comissão Europeia, braço executivo da UE, disse que a indústria aérea ainda não solicitou qualquer compensação por perda de receitas devido à nuvem de cinzas.

Qualquer ajuda dada por governos da UE para empresas aéreas teriam que ser proporcionais aos danos sofridos com a crise, afirmou a porta-voz. Pedidos de ajuda serão analisados "rapidamente", acrescentou.

Uma outra porta-voz da Comissão Europeia afirmou separadamente que a UE está checando as possibilidades do impacto na saúde dos cidadãos por conta da nuvem, mas que ainda não está preocupada.

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