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22/04/2010 - 15h18

Pedidos de seguro-desemprego caem nos Estados Unidos

Por Lucia Mutikani

 WASHINGTON, 22 de abril (Reuters) - O número de desempregados norte-americanos pedindo benefícios ao Estado caiu na semana passada, com o mercado de trabalho melhorando gradualmente. A inflação no atacado dos Estados Unidos subiu mas continuou controlada, apesar da alta nos preços de alimentos no mês passado.

Outros dados mostraram que as vendas de moradias usadas no país cresceram 6,8%, para uma taxa anual de 5,35 milhões de unidades em março, com os norte-americanos se apressando para aproveitar o crédito tributário para compradores de imóveis, disse a Associação Nacional de Corretoras.

Analistas disseram que os dados desta quinta-feira apontam para uma recuperação econômica moderada, com o Federal Reserve renovando a promessa de manter os juros excepcionalmente baixos por um período prolongado na reunião da semana que vem.

"A inflação ainda não é uma questão com que o Fed esteja preocupado e o mercado de trabalho está se recuperando lentamente, o que é um suporte para que o crescimento econômico moderado seja sustentado", disse Stuart Hoffman, economista-chefe da PNC Financial Services, em Pittsburgh.

O número de trabalhadores norte-americanos pedindo auxílio-desemprego ao governo caiu 24 mil, para 456 mil com ajustes sazonais, disse o Departamento do Trabalho norte-americano nesta quinta-feira, retomando a tendência de queda interrompida pelo feriado da Páscoa. O mercado esperava que os pedidos caíssem para 455 mil.

Os dados cobrem o período pesquisado para o importante relatório do governo sobre o emprego em abril, que será divulgado no dia 7 de maio.
      
Alimentos impulsionam inflação no atacado

Em outro relatório, o Departamento do Trabalho disse que os preços no atacado dos EUA subiram 0,7%, após uma queda de 0,6% em fevereiro, devido à forte alta nos preços de alimentos e gasolina.

Os mercados esperavam uma alta de 0,4% nos preços do atacado.

Segundo o Departamento, 70% do aumento nos preços em março se deve à alta de 2,4% nos alimentos, a maior desde janeiro de 1984. Os preços de gasolina subiram 2,1%, de uma queda de 7,4% em fevereiro.

Ainda assim, as pressões inflacionárias continuam benignas. Excluindo-se os voláteis preços de alimentos e energia, o núcleo dos preços no atacado subiu 0,1% em março, depois de ter alta semelhante em fevereiro.

Dados do governo norte-americano mostraram na semana passada que os preços ao consumidor subiram pouco em março. A combinação de pressões inflacionárias benignas e a ociosidade de recursos na economia apoiam o compromisso do banco central dos EUA a manter taxas de juros baixas.
  
Vendas de moradias usadas crescem

Apesar do aumento nas vendas de moradias usadas no país, a atividade continuou severamente menor que os níveis anteriores à recessão no setor imobiliário. A alta taxa de vacância está restringindo os aluguéis,  ajudando a limitar a inflação.

"Nós estamos reforçando o caso de que nós estamos tendo uma recuperação gradual no setor imobiliário. Apesar disso, o entusiasmo será ponderado pela perspectiva de mais execuções de hipotecas à frente", disse Jim Awad, diretor-gerente da Zephyr Management, em Nova York.

(Reportagem adicional de Pedro da Costa em Washington e Lynn Adler em Nova York)
 
 

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