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27/04/2010 - 19h03

Ratings europeus fazem Bovespa voltar aos 66 mil pontos

Por Carolina Marcondes

SÃO PAULO (Reuters) - O rebaixamento quase simultâneo dos ratings de Grécia e Portugal pela agência de classificação de risco Standard & Poor's derrubou os principais índices acionários mundiais nesta terça-feira e levou a Bovespa à maior queda percentual em quase três meses e para a menor pontuação desde o final de fevereiro.

Após os ajustes, o Ibovespa recuou 3,43 por cento, a 66.511 pontos.

O volume financeiro total negociado foi de 8,58 bilhões de reais. O giro foi ampliado pela Oferta Pública de Aquisição (OPA) de ações da GVT pela Vivendi, que movimentou quase 1 bilhão de reais.

No final da manhã, a S&P reduziu a nota de crédito soberano grega para "BB+", primeiro nível do grau especulativo, além de cortar o rating de Portugal para "A-".

A Bovespa, que já operava em território negativo desde o início da sessão, ampliou as perdas diante da notícia. O dólar subiu e ações ligadas a commodities despencaram.

"Os rebaixamentos das notas dos dois países mostrou que eles não fizeram o dever de casa e não têm como pagar suas dívidas, aumentando o temor de que isso aconteça com outros países", afirmou o gerente de operações da Sita Corretora, Bernardo Rodarte.

Para ele, também afetou o mercado a preocupação de que a Grécia não adote as medidas necessárias para receber a ajuda da União Europeia.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones perdeu 1,9 por cento, o Nasdaq Composite caiu 2,04 por cento e o S&P 500 teve desvalorização de 2,34 por cento.

Além das notícias vindas da Europa, o testemunho de executivos do Goldman Sachs no Senado norte-americano aumentava a probabilidade de aprovação de uma rígida reforma financeira nos Estados Unidos.

No caso específico do Brasil, o gerente de operações da Sita Corretora acredita que a decisão que será tomada na quarta-feira sobre a taxa de juro pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) já está precificada, e não teve influência no resultado do mercado acionário brasileiro nesta sessão.

A maioria dos analistas espera aumento de 0,5 ponto na Selic, embora os juros futuros na BM&F já considerem uma chance razoável de elevação de 0,75 ponto.

A principal queda do Ibovespa neste pregão foi registrada pela ação da Fibria, que cedeu 5,91 por cento, a 35,66 reais.

A ação ordinária da Vale caiu 5,09 por cento, a 53,31 reais, e a preferencial da mineradora perdeu 4,94 por cento, a 46,58 reais.

As preferenciais da Petrobras, por sua vez, recuaram 3,63 por cento, para 32,10 reais.

Nenhuma ação que integra a carteira teórica fechou o dia em alta.

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