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29/04/2010 - 20h59

Lucro da Lojas Renner mais que triplica no 1o trimestre

SÃO PAULO (Reuters) - A Lojas Renner mais do que triplicou o lucro líquido no primeiro trimestre na comparação com igual intervalo de 2009, beneficiada pelo desempenho positivo da economia, com o aumento do emprego formal, oferta de crédito e estabilidade da inflação e dos juros no período.

O diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, José Carlos Hruby, minimizou o impacto da alta de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juro Selic, para 9,50 por cento ao ano, sobre o consumo.

"A variável Selic, entre as diversas variáveis econômicas, é a que tem menos influência para nós. O varejo de roupa é movido por oferta de crédito, índice de confiança e nível de emprego", afirmou à Reuters nesta quinta-feira.

Segundo ele, apenas de 12 a 13 por cento das vendas da Renner têm o pagamento parcelado em oito vezes com juros. "É uma parcela muito pequena que fica nessa condição."

"Temos um tíquete médio no varejo de roupa em torno de 115 reais, e o valor pode ser pago em poucas prestações, diferentemente de outros segmentos como eletrônicos, com prazos de 15, 18 ou 24 meses e encargos", acrescentou.

RESULTADO

A Renner teve lucro líquido de 36,9 milhões de reais de janeiro a março, contra ganho de 10,9 milhões de reais um ano antes.

As vendas líquidas de mercadorias atingiram 440,2 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 21,4 por cento na comparação anual.

Com base nas lojas abertas há pelo menos 1 ano, o desempenho voltou ao patamar observado no segundo trimestre de 2008, pré-crise econômica global, com avanço de 15,1 por cento.

A Renner também destacou ter promovido "melhorias operacionais na cadeia de suprimentos, como ajuste na composição dos estoques e no planejamento de compras", nos primeiros meses do ano.

O Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- aumentou 82,3 por cento, para 76,6 milhões de reais nos três meses até março. A margem cresceu de 11,6 para 17,4 por cento.

Os serviços financeiros representaram 42,2 por cento do Ebitda da Renner no primeiro trimestre, mas Hruby estima que fique ao redor de 25 por cento no ano todo, nível similar ao de 2009. "O nosso negócio principal é roupa", afirmou.

Ainda na frente de serviços financeiros, a Renner terá a partir de junho um cartão co-branded com as bandeiras Visa ou Mastercard, sem anuidade, sendo a primeira empresa fora do segmento financeiro a ofertar cartões de crédito.

O diretor da Renner não revelou o custo para iniciar a operação de cartões co-branded, mas disse que o custo de captação de clientes será bem inferior ao de instituições financeiras, já que a varejista usará a base de dados de clientes para prospectar a emissão dos plásticos.

"Uma instituição financeira leva 18 meses para ter absorvido os custos iniciais. Acreditamos que em seis meses teremos isso."

(Reportagem de Cesar Bianconi)

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