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04/05/2010 - 12h20

Estudo da FGV estima custo do barril no pré-sal em US$14

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas nesta terça-feira projeta o custo para extração e produção na região do pré-sal em 14 dólares o barril.

Levando em conta o preço do barril a 75 dólares, o estudo teve como base informações coletadas com o governo, Petrobras e instituições financeiras, informou o economista responsável pelo trabalho, Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV.

Na avaliação feita pela entidade, as reservas do pré-sal seriam de 40 bilhões de barris de óleo equivalentes, com produção estimada para o período de 40 anos. Multiplicada pelo valor de extração e produção (US$14 o barril), os investimentos necessários seriam de 560 bilhões de dólares.

Segundo Couto, o objetivo do estudo foi mostrar que pelo tamanho dos investimentos, o país perderia se a Petrobras for aprovada como operadora única da região do pré-sal na votação do novo marco regulatório do setor em tramitação no Congresso.

"Em um cenário de múltiplos operadores há maior competição e isto incentiva a inovação em indústrias de tecnologia de ponta, aumentando o investimento e proporcionando uma operação a custos competitivos", avalia Marcio Lago Couto, superintendente de Projetos da FGV e responsável pelo estudo.

De acordo com o estudo, a existência de um operador único pode atrasar a exploração e produção na região e causar prejuízo de 53 bilhões de reais para o Brasil por ano de atraso.

As simulações feitas pelos economistas da FGV apontam que as perdas podem chegar a 5,5 por cento do Produto Interno Bruto em três anos de atraso, "o que ilustra os riscos econômicos de um modelo centralizador de investimentos em exploração e produção nesta nova província petrolífera", afirma o estudo.

A FGV usa exemplos como os campos de Peregrino e Polvo, que depois de serem devolvidos pela Petrobras à Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), foram a leilão em 2000 e desenvolvidos com sucesso.

"Nos dois casos, foi declarada a comercialidade dos campos após investimentos milionários nos poços", informou o economista.

(Por Denise Luna)

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