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05/05/2010 - 19h16

Ações da Vale sobem e evitam queda na Bovespa

Por Rodolfo Barbosa

SÃO PAULO (Reuters) - A valorização das ações da Vale evitou a queda da Bovespa nesta quarta-feira. O principal índice do mercado acionário brasileiro terminou o dia com leve alta, na contramão do exterior, ainda assombrado pela crise na Grécia e por temores de contágio em outras economias da Europa.

O Ibovespa teve oscilação positiva de 0,07 por cento, a 64.914 pontos. O volume financeiro negociado foi de 7,89 bilhões de reais. Na véspera, o indicador havia perdido 3,35 por cento.

A quarta-feira se mostrou volátil no mercado doméstico e em Wall Street, com o Ibovespa chegando a recuar 2 por cento na mínima pela manhã. Contudo, a retomada de compra de papéis da Vale, que se desvalorizaram muito nos últimos dias, ajudou a amparar a recuperação

"A bolsa abriu bem pesada, refletindo o medo de contágio lá na Europa depois que a Moody's anunciou a revisão do rating de Portugal. No fim, aqui, conseguimos dar uma melhorada em um dia bem volátil. Foi mais Vale que outra coisa", afirmou o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora.

As ações ordinárias e preferenciais da mineradora tiveram ganho de 2,49 por cento e 2,43 por cento, respectivamente, para 50,59 reais e 44,20 reais. A empresa divulgará seu balanço referente ao primeiro trimestre ainda nesta quarta-feira.

Em Nova York, os principais índices acionários fecharam em baixa. Dados sobre o setor de serviços e emprego no setor privado norte-americano foram positivos e ajudaram a controlar as perdas das ações.

Porém, no mercado norte-americano pesou mais a crise de dívida grega, amplificada pelo alerta da agência de classificação de risco Moody's de que Portugal pode ser o próximo país a ter o rating reduzido.

No Ibovespa, as ações preferenciais da Petrobras recuaram 0,76 por cento, para 30,21 reais, perda bem mais contida que a do preço do petróleo no exterior. O barril da commodity nos Estados Unidos caiu 3,35 por cento, abaixo dos 80 dólares.

Em toda a bolsa, as ações ordinárias e preferenciais da Telebrás apresentaram as maiores altas, com forte giro financeiro para os papéis sem direito a voto, repercutindo o anúncio do Plano Nacional de Banda Larga e a capitalização da estatal.

Na máxima, as preferenciais da Telebrás chegaram a subir 45,5 por cento. Elas perderam força, mas ainda assim fecharam o pregão com alta de 19,50 por cento, a 2,39 reais.

(Edição de Cesar Bianconi)

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