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05/05/2010 - 15h21

Agnelli se diz tranquilo com projeto na Guiné apesar de eleições

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A ameaça de um candidato de oposição ao governo da Guiné de não reconhecer um acordo feito pela Vale no país africano foi recebida com tranquilidade pelo presidente da mineradora brasileira, Roger Agnelli, que não espera nenhuma reversão no negócio.

"Não (estou preocupado), porque o negócio é totalmente transparente, estamos supertranquilos, tem eleições em dois meses (na Guiné) e todo mundo quer uma plataforma", disse Agnelli a jornalistas nesta quarta-feira.

Na sexta-feira passada a Vale anunciou que adquiriu participação de 51 por cento da BSG Resources Guiné, que detém concessões de minério de ferro no país africano, por 2,5 bilhões de dólares.

Na terça-feira, um líder oposicionista afirmou que a oposição não vai reconhecer a aquisição se vencer a eleição, que acontece em 27 de junho.

De acordo com Agnelli, a África durante anos teve seu desenvolvimento impedido por questões políticas, mas atualmente o quadro é outro. "Vejo uma África diferente daqui a alguns anos", afirmou.

Além de Guiné, a empresa tem negócios em Moçambique no continente africano.

"Estamos tranquilos, mas todo governo é soberano até para atrasar o desenvolvimento", avaliou o executivo.

(Por Denise Luna)

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