UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

05/05/2010 - 20h38

SUMMIT-Brisa pode aumentar participação na CCR

Por Patrícia Vicente Rua

LISBOA (Reuters) - O maior operador de estradas de Portugal, Brisa, pode elevar sua participação na concessionária brasileira CCR, disse João Azevedo Coutinho, vice-presidente financeiro da companhia, durante o Reuters Latin American Investment Summit.

Segundo Coutinho, a participação na CCR, de 16,4 por cento, é "uma aposta ganha". Ele não descartou a possibilidade de aumentar a fatia na empresa brasileira, caso surja uma oportunidade, mas não citou prazos.

A Brisa, que até o final do primeiro semestre, deverá concluir uma reestruturação societária, separando a holding de concessão rodoviária, tendo como objetivo obter uma melhora de sua classificação de risco de dívida, atualmente em BBB pela Standard & Poor's

"A nova Brisa será uma gestora de portfólio. Estará de olho em oportunidades de investimento. Se houver oportunidade (para aumentar na CCR) seguramente olharemos para isso", disse o executivo.

"Mantemos o interesse quanto a outros projetos, embora no contexto atual devemos ser muito mais moderados na análise de projetos no curto prazo", acrescentou.

Coutinho salientou que "a lógica do investimento tem de ser uma lógica semelhante à que foi feita no Brasil, partilhando os investimentos e os riscos".

"Em termos de mercados gostamos dos mercados emergentes, como por exemplo Turquia ou Índia", explicou.

O foco da empresa no mercado internacional, no entanto, continua sendo Brasil e EUA. Já no mercado português, a estratégia da Brisa está focada nas três concessões rodoviárias que venceram, Douro Litoral, Baixo Tejo e Litoral Oeste e outros projetos de infraestrutura.

Coutinho também comentou que a Brisa tem todas as suas necessidades de financiamento cobertas até o fim de 2012 e só deverá voltar ao mercado para emitir dívida em 2013.

"No final de 2007, a Brisa financiou todo o passivo de curto prazo. A dívida de médio a longo prazo está coberta até essa altura (até 2013) e temos 75 por cento da dívida total com taxa fixa", disse o executivo.

"Se as condições de mercado forem razoáveis, a tendência natural é substituir dívida que temos de curto prazo por dívida de médio a longo prazo", disse.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host