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06/05/2010 - 13h38

Aumento da produtividade nos EUA desacelera

WASHINGTON (Reuters) - A produtividade nos Estados Unidos cresceu de forma sólida no primeiro trimestre, apesar de a expansão não ter sido tão rápida quanto nos outros períodos, e dados divulgados nesta quinta-feira também mostraram que o número de trabalhadores pedindo auxílio-desemprego caiu ligeiramente na semana passada.

O Departamento de Trabalho informou que a produtividade fora do setor agrícola cresceu a uma taxa anual de 3,6 por cento, o menor avanço em um ano. No quarto trimestre de 2009, a produtividade se expandiu 6,3 por cento.

Analistas esperavam que a produtividade, que mede a produção por hora por trabalhador, aumentasse 2,5 por cento entre janeiro e março.

"Embora o dado não garanta que o emprego terá um repique, é um sinal apontando na direção certa para contratações", disse Michael Sheldon, estrategista-chefe de mercados da RDM Financial, em Connecticut.

Em outro relatório, o Departmento de Trabalho mostrou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram 7 mil, para um dado com ajuste sazonal de 444 mil, na semana passada. Os mercados esperavam que os pedidos caíssem para 440 mil.

A média móvel quadrissemanal, considerada uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho, caiu para 458.500, depois de subir por quatro semanas.

O mercado de trabalho está se recuperando depois de ser golpeado durante a recessão, mas o ritmo da retomada pode ser dolorosamente lento para os 8,2 milhões de norte-americanos que perderam o emprego durante o pior declínio desde os anos 1930.

Os dados sobre auxílio-desemprego não tem influência sobre o relatório do mercado de trabalho de abril que será divulgado na sexta-feria, pois fica fora do período da pesquisa.

Uma sondagem da Reuters previu que 200 mil postos de trabalho foram criados no mês passado, após o aumento 162 mil em março. A taxa de desemprego deve se manter em 9,7 por cento pelo quarto mês seguido.

A produtividade nos EUA cresceu rapidamente nos trimestres anteriores, com as empresas conseguindo mais produção de uma menor quantidade de trabalhadores. Apesar da volta do crescimento econômico, as empresas têm relutado em contratar novos funcionários, optando por aumentar as horas de trabalho. Com a produtividade diminuindo, eles podem precisar começar a contratar pessoas para manter a produção crescendo.

A economia cresceu a um ritmo anual de 3,2 por cento no primeiro trimestre, menos que a expansão de 5,6 por cento induzida pelos estoques no quarto trimestre.

A produção industrial total subiu 4,4 por cento entre janeiro e março, depois do forte ritmo de 7 por cento no quarto trimestre. As horas trabalhadas subiram 0,8 por cento, maior alta desde o segundo trimestre de 2007.

O custo unitário do trabalho, uma medida da inflação e das pressões de lucros observada pelo Federal Reserve, caiu 1,6 por cento, após queda de 5,6 por cento no quarto trimestre.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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