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08/05/2010 - 18h18

Petróleo a U$65 pode soar alarme na Opep

Por Simon Webb e Regan E. Doherty

DOHA, 8 de maio (Reuters) - Ministros do petróleo de várias nações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) minimizaram neste sábado a possibilidade de uma queda brusca dos preços da commodity, mas o Kuwait disse que outra redução de dez dólares poderia forçar o grupo a agir.

O petróleo negociado nos EUA fechou negociado a 75,11 dólares o barril na sexta-feira, marcando a maior perda semanal em quase um ano e meio no momento em que aumentam as preocupações de que a crise de dívida da zona do euro possa desencaminhar a recuperação da economia mundial.

O xeque Ahmad al-Abdullah al-Sabah, ministro do petróleo do Kuwait, disse que a Opep deve realizar uma reunião se os preços do petróleo sofrerem novas perdas fortes.

"Sessenta e cinco dólares é caso de acionar o alarme... e uma reunião", disse ele a jornalistas em Doha.

O petróleo também atingiu na sexta-feira seu preço mais baixo desde 16 de fevereiro aos 74,51 dólares, somente cinco dias depois de passar de 87 dólares o barril. Mas o preço agora está bem no meio da faixa dos 70 a 80 dólares que a Arábia Saudita classifica como justo para consumidores e produtores.

A Opep não tem reunião marcada até outubro e tem mantido sua meta de oferta constantes desde o final de 2008.

Os preços do petróleo sofreram uma correção na semana passada e não houve necessidade da OPEP se reunir antes de outubro, disse Mohammed al-Hamli, ministro do petróleo dos Emirados Árabes Unidos.

"Os preços sobem e descem, é uma correção natural. As mudanças de preço reagem às forças do mercado", disse ele. "Ainda acreditamos que o mercado está muito bem suprido."

Chakib Khelil, ministro do petróleo da Algéria, também concorda que não há necessidade da OPEP agir no momento, já que a queda de preço nada tem a ver com os fundamentos.

"Toda essa incerteza (econômica) levou a um declínio no preço do petróleo... não acho que (a Opep) precise intervir", disse ele.

Khelil afirmou esperar que os preços do petróleo fiquem em torno de 80 a 85 dólares o barril até o final do ano.

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