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12/05/2010 - 13h25

BM&FBovespa reduz previsão de investimentos para 2010

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O atraso no cronograma de importantes projetos, que ajudou a calibrar os resultados da BM&FBovespa no primeiro trimestre, também deve levar a companhia a reduzir seus investimentos previstos para 2010.

O orçamento atual de gastos para o ano, de 550 milhões de reais, deve ser reduzido em cerca de 5 por cento, incluindo uma diminuição de 10 por cento nos 302 milhões de reais previstos com investimentos, disse nesta quarta-feira o presidente-executivo da empresa, Edemir Pinto, em teleconferência com jornalistas.

"Estamos mantendo todos os projetos orçados para 2010, mas a implantação não ocorreu na velocidade prevista", afirmou.

As despesas operacionais de janeiro a março somaram 136,6 milhões de reais, montante 8,2 por cento menor do que o do mesmo intervalo de 2009.

Um dos atrasos deve-se à lentidão em trâmites legais relacionados ao acordo com o CME Group, firmado em fevereiro. A parceria envolve um aporte de 620 milhões de dólares da BM&FBovespa no CME para elevar sua participação no capital total da CME de 1,8 para 5 por cento.

"Os pagamentos que estavam previstos para acontecer no primeiro trimestre foram adiados", explicou Edemir. Ele informou que o pagamento da operação deve ser feito por meio da emissão de uma dívida no exterior equivalente a 100 por cento do montante.

Outro atraso no cronograma aconteceu com a montagem de um novo Datacenter, que também estava prevista para acontecer no primeiro trimestre. Além disso, explicou o executivo, a empresa obteve redução de custos na compra de equipamentos de tecnologia, devido à maior concorrência entre os fornecedores.

A companhia anunciou na terça-feira à noite que teve lucro líquido de 282,6 milhões de reais de janeiro a março, uma alta de 24 por cento ante igual período do ano passado. O ganho deveu-se também ao salto de 45 por cento da receita líquida, para 459,1 milhões de reais, devido ao maior volume diário de negócios na bolsa.

A ação da companhia, que teve a recomendação do Credit Suisse elevada nesta quarta-feira, de "neutra" para "outperform", era a de melhor desempenho do Ibovespa, saltando 7 por cento, a 11,45 reais, enquanto o principal índice da bolsa paulista avançava 0,89 por cento, às 12h22.

BDRs NÃO PATROCINADOS

Edemir informou que acredita na manutenção de volumes elevados de negócios na bolsa paulista ao longo do ano, avaliando que a retomada da economia norte-americana e a breve solução para a crise fiscal da zona do euro devem favorecer o mercado de capitais.

Uma das apostas da BM&FBovespa para turbinar os volumes é a estreia dos negócios com Brazilian Depositary Receipts (BDRs) não patrocinados, prevista para julho. Diferentes dos BDRs tradicionais, com esses papéis a emissão e o registro são de responsabilidade de uma instituição depositária, no caso o Deutsche Bank, e não as próprias empresas.

Já foram eleitos para ser negociados na bolsa paulista nesse mercado os papéis de 10 companhias, incluindo Apple, Google, Bank of America, Arcelor Mittal, Goldman Sachs, Nyse Euronext, Wal-Mart, Exxon Mobil, Mc Donald's e Pfizer.

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