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25/05/2010 - 17h25

Confiança do consumidor brasileiro melhora em maio--FGV

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A confiança do consumidor brasileiro aumentou em maio, devido a uma melhora na avaliação da situação atual, mas o ritmo de melhora foi afetado pela crise europeia, mostrou uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

O índice subiu 0,6 por cento sobre abril, para 116,1 pontos, com ajuste sazonal.

"As avaliações sobre o momento continuaram melhorando e as expectativas em relação aos meses seguintes tornaram-se um pouco menos favoráveis", afirmou a FGV em nota.

As famílias mais ricas foram as responsáveis pela queda no ritmo de expansão da confiança. Nas de renda acima de 9.600 reais, o índice caiu 0,8 por cento.

"Essa faixa de renda tem mais aplicações e fica mais preocupada com esses movimentos nas bolsas. Eles são notadamente investidores em ações", disse o economista da FGV Aloísio Campelo.

"Temos que considerar que a preocupação com a crise na Europa é mais uma preocupação das classes de renda mais elevada. A preocupação das famílias com renda mais baixa é mais voltada para o avanço da inflação, com os juros."

Apesar disso, Campelo destacou que a sondagem mostrou resultados satisfatórios, como recorde na avaliação sobre a situação atual, perspectiva de ampliação de compras de bens duráveis e otimismo em relação ao mercado de trabalho.

"Tem uma potência de compra, mas não há um consumismo desenfreado. O consumidor não está prevendo uma explosão de compras nos próximos meses", avaliou Campelo.

O componente de situação atual teve alta de 2,3 por cento, para 128,4 pontos em maio, atingindo o maior nível da série histórica pelo segundo mês seguido.

O componente de expectativas, por outro lado, recuou 0,4 por cento, para 109,6 pontos.

O número de consumidores que avalia a situação como boa aumentou para 22,2 por cento em maio, ante 20,3 por cento em abril, o melhor resultado da série.

A perspectiva de inflação para os próximos meses subiu de 6,2 para 6,4 por cento, segundo a FGV. Os consumidores, consequentemente, apostam numa trajetória de alta da Selic.

A pesquisa foi feita com mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras entre 3 e 20 de maio.

(Por Vanessa Stelzer e Rodrigo Viga Gaier)

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