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25/05/2010 - 19h13

Rali de última hora leva S&P 500 ao terreno positivo em Wall St

Por Chuck Mikolajczak

NOVA YORK (Reuters) - As ações norte-americanas tiveram um forte rali no final desta terça-feira, o que colocou o índice Standard and Poor's 500 em território positivo, conforme a ponta compradora ganhou força após os papéis terem atingido as mínimas em seis meses.

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,23 por cento, para 10.043 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,12 por cento, para 2.210 pontos.

Mas o S&P 500 teve valorização de 0,04 por cento, para 1.074 pontos.

Os índices chegaram a recuar mais de 3 por cento no pior momento da sessão, diante de crescentes dúvidas com a estabilidade no sistema bancário europeu após a falência de um pequeno banco espanhol no final de semana.

"É o clímax das vendas. Para mim, isso tem todos os sinais de um ajuste", disse Keith Springer, presidente da Capital Financial Advisory Services, em Sacramento, Califórnia.

O S&P 500 caiu por um momento ao menor patamar desde o início de novembro de 2009, acumulando queda superior a 13 por cento frente à máxima de abril.

Estrategista associaram a recuperação nas ações ao fortalecimento do euro. A moeda única cedeu mais cedo ao piso em oito anos e meio frente ao iene e se aproximou da mínima em quatro anos contra o dólar, enquanto os preços dos Treasuries subiram.

Papéis de companhias ligadas a matérias-primas e varejistas estiveram entre as de melhor performance. O índice S&P para matérias-primas subiu 1,6 por cento, e o que mede o comportamento do setor varejista avançou 1,4 por cento.

O índice de volatilidade da bolsa de Chicago (CBOT), conhecido como VIX e utilizado por Wall Street para mensurar a apreensão do mercado, caiu 9,1 por cento, após disparar mais de 14 por cento ao longo da sessão.

Do lado macroeconômico, a confiança do consumidor dos EUA subiu pelo terceiro mês seguido em maio, no maior nível em mais de dois anos. Mas o dado foi contrabalançado pela queda no primeiro trimestre nos preços de moradias, devido a novas pressões de preços com o fim do incentivo federal à compra de imóveis.

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