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26/05/2010 - 19h22

Receio com euro derruba Dow abaixo de 10 mil pts em Wall St

Por Chuck Mikolajczak

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores de Wall Street reverteram a alta verificada ao longo da quarta-feira e encerraram em queda, após notícias de que a China está reavaliando sua exposição à dívida da zona do euro.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,69 por cento, para 9.974 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,68 por cento, para 2.195 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 0,57 por cento, a 1.067 pontos.

O Dow fechou abaixo dos 10 mil pontos pela primeira vez desde 8 de fevereiro, abatido por uma reviravolta de última hora nas ações, mostrando que a confiança do investidor permanece frágil e que os agentes estão inclinados a vender papéis em um mercado guiado pelo humor ainda volátil.

O Financial Times disse que representantes do órgão estatal chinês para operações internacionais (Safe, na sigla em inglês) --que gerencia as reservas sob posse do banco central-- têm se reunido nos últimos dias com executivos de bancos estrangeiros em Pequim nos últimos dias para discutir a questão.

"Ainda há nervosismo lá fora. A queda de ontem não significa que a correção do mercado acabou ou que os investidores estão confiantes com a direção da política europeia ou com o sucesso dela", afirmou Tim Ghriskey, vice-presidente de investimento da Solaris Asset Management, em Bedford Hills, Nova York.

O S&P 500 já despencou mais de 10 por cento desde que alcançou a máxima em 23 de abril, o que coloca o índice em nível de correção.

As blue-chips, como Microsoft (em queda de 4,1 por cento) e McDonald's (menos 2,7 por cento), puxaram o Dow para baixo.

"Realmente parece a mesma coisa de sempre", afirmou Ryan Detrick, estrategista sênior técnico da Schaeffer's Investment Research, em Cincinnati, Ohio. "Esse é o tipo de volatilidade no intradia que veremos continuamente."

A Apple cedeu 0,5 por cento. A empresa conseguiu superar a Microsoft e se tornou a segunda maior companhia em valor de mercado, atrás apenas da Exxon Mobil.

Do lado macroeconômico, o Departamento de Comércio informou que as vendas de novas moradias avançaram 14,8 por cento em abril, para uma taxa anual de 504 mil unidades, a maior desde maio de 2008. Também no mês passado, as encomendas de bens duráveis subiram 2,9 por cento, a 193,89 bilhões de dólares, maior valor desde setembro de 2008 .

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